quarta-feira, 6 de julho de 2011

CAPS GERAL DE MESSEJANA EM SEU ARRAIÁ!












O arraiá do CAPS GERAL esse ano foi  muito bom, teve venda de artesanato (feito pelo grupos da Terapia Ocupacional), quadrilha, comida e o melhor muita animação! Esta edição teve novidades, aconteceu externo na Praça de Messejana.
Agradecimentos a todos que contribuíram pelo o sucesso do evento e pelos que participaram!


quarta-feira, 22 de junho de 2011

TRANSTORNOS MENTAIS E DO COMPORTAMENTO RELACIONADOS AO TRABALHO




Segundo estimativa da OMS, os transtornos mentais menores acometem cerca de 30% dos trabalhadores ocupados, e os transtornos mentais graves, cerca de 5 a 10%. No Brasil, dados do INSS sobre a concessão de benefícios previdenciários de auxílio-doença, por incapacidade para o trabalho superior a 15 dias e de auxílio-doença, por incapacidade para o trabalho superior a 15 dias e de aposentadoria por invalidez, por incapacidade definitiva para o trabalho, mostram que os transtornos mentais, com destaque ao alcoolismo crônico, ocupam o terceiro lugar entre a causa dessas ocorrências.
Em nossa sociedade, o trabalho é mediados da integração social, seja por seu valor econômico (subsistência), seja pelo aspecto cultural (simbólico), tendo, assim, importância fundamental na constituição da subjetividade, no modo de vida e,portanto,na saúde física e mental das pessoas dá-se a partir de ampla gama de aspectos :desde fatores pontuais ,como a exposição a determinado agente tóxico ,até a complexa articulação de fatores relativos a organização do trabalho, como a divisão e parcelamento das tarefas, as políticas de gerenciamento das pessoas e a estrutura hierárquica organizacional. Os transtornos mentais e do comportamento relacionados ao trabalho resultam, assim, não de fatores isolados, mas de contextos de trabalho em interação com o corpo e aparato psíquico dos trabalhadores. As ações implicadas no ato de trabalhar podem atingir o corpo dos trabalhadores, produzindo disfunções e lesões biológicas, mas também reações psíquicas às situações de trabalho patogênicas, além de poderem desencadear processos psicopatológicos especificamente relacionados às condições do trabalho desempenhado pelo trabalhador.
Em decorrência do lugar de destaque que o trabalho ocupa na vida das pessoas, sendo fonte de garantia da subsistência e de posição social, a falta de trabalho ou mesmo a ameaça da perde de emprego geram sofrimento psíquico, pois ameaçam a subsistência e a vida material do trabalhador e de sua família. Ao mesmo tempo abala o valor subjetivo que a pessoa se atribui, gerando sentimentos de menos-valia, angústia, insegurança, desânimo e desespero, caracterizando quadros ansiosos e depressivos.
O atual quadro econômico mundial, em que as condições de insegurança no emprego, subemprego e a segmentação do mercado de trabalho são crescentes, reflete-se em processos internos de reestruturação a produção, enxugamento de quadro de funcionários, incorporação tecnológica, repercutindo sobre a saúde mental dos trabalhadores.
O trabalho ocupa, também. um lugar fundamental na dinâmica do investimento afetivo das pessoas. Condições favoráveis à livre utilização das habilidades dos trabalhadores e ao controle do trabalho pelos trabalhadores têm sido identificadas como importantes requisitos para que o trabalho possa proporcionar prazer, bem-estar e saúde, deixando de provocar doenças. Por outro lado, o trabalho desprovido de significação, sem suporte social, não reconhecido ou que se constitua em fonte de ameaça à integridade física e/ou psíquica, pode desencadear sofrimento psíquico.
Situações variadas como um fracasso, um acidente de trabalho, uma mudança de posição (ascensão ou queda) na hierarquia frequentemente determinam quadros psicopatológicos diversos, desde os chamados transtornos de ajustamento ou reações ao estresse até depressões graves e incapacitantes, variando segundo características do contexto da situação e do modo do indivíduo responder a elas.
O processo de comunicação dentro do ambiente de trabalho, moldado pela cultura organizacional, também é considerado fator importante na determinação da saúde mental. Ambientes que impossibilitam a comunicação espontânea, a manifestação de insatisfações, as sugestões dos trabalhadores em relação a organização do trabalho ou ao trabalho desempenado provocarão tensão e, por conseguinte, sofrimento e distúrbios mentais. Frequentemente, o sofrimento e a insatisfação do trabalhador manifestam-se não apenas pela doença, mas nos índices de absenteísmo, conflitos interpessoais e extratrabalho. Os fatores relacionados ao tempo e ao ritmo de trabalho são muito importantes na determinação do sofrimento psíquico relacionado ao trabalho. Jornadas de trabalho longas, com poucas pausas destinadas ao descanso e/ou refeições de curta duração, em lugares desconfortáveis, turnos de trabalho noturnos, turnos alterados ou turnos iniciando muito cedo pela manhã; ritmos intensos e monótonos; submissão do trabalhador ao ritmo de máquinas, sob as quais não tem controle; pressão de supervisores ou chefias por mais velocidade e produtividade causam, com frequência, quadros ansiosos, fadiga crônica e distúrbios do sono.
Os níveis de atenção e concentração exigidos para a realização das tarefas, combinados com o nível de pressão exercidos pela organização de tarefas, combinadas com o nível de pressão exercido pela organização do trabalho, podem gerar tensão ,fadiga e esgotamento profissional ou burn-out(traduzido para o português como síndrome do esgotamento profissional ou estafa).
Estudos têm demostrado que alguns metais pesados e solventes podem ter ação tóxica direta sobre o sistema nervoso, determinando distúrbios mentais e alterações do comportamento, que se manifestam por irritabilidade, nervosismo, inquietação, distúrbios da memória e cognição, inicialmente pouco específica e, por fim, com evolução crônica, muitas vezes irreversível e incapacitante.
Os acidentes de trabalho podem ter consequências mentais quando, por exemplo, afetam o sistema nervoso central, como nos traumatismos crânio-encefálicos como concussão e/ou contusão. A vivência de acidentes de trabalho que envolve risco de vida ou que ameaçam a integridade física dos trabalhadores determinam, por vezes, quadros psicopatológicos típicos, caracterizados como síndromes psíquicas pós-traumáticas. Por vezes, surgem síndromes relacionadas à disfunções ou lesão cerebral ,sobrepostas a sintomas psíquicos, combinando-se ainda à deterioração da rede social em função de mudanças no panorama econômico do trabalho, agravando os quadros psiquiátricos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

CID-10 - F00-F99 - Transtornos Mentais e Comportamentais.



A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, frequentemente designada pela sigla CID (em inglês: International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems - ICD) fornece códigos relativos à classificação de doenças e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais, queixas, circunstâncias sociais e causas externas para ferimentos ou doenças. A cada estado de saúde é atribuída uma categoria única à qual corresponde um código, que contém até 6 caracteres. Tais categorias podem incluir um conjunto de doenças semelhantes.
A CID é publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é usada globalmente para estatísticas de morbilidade e de mortalidade, sistemas de reembolso e de decisões automáticas de suporte em medicina.

CID-10 - F00-F99 - Transtornos mentais e comportamentais.
(F00-F09) Transtornos mentais orgânicos, inclusive os sintomáticos
(F00.) Demência na doença de Alzheimer
(F01.) Demência vascular
(F01.1) Demência por infartos múltiplos
(F02.) Demência em outras doenças classificadas em outra parte
(F02.0) Demência da doença de Pick
(F02.1) Demência na doença de Creutzfeldt-Jakob
(F02.2) Demência na doença de Huntington
(F02.3) Demência na doença de Parkinson
(F02.4) Demência na doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)
(F03.) Demência não especificada
(F04.) Síndrome amnésica orgânica não induzida pelo álcool ou por outras substâncias psicoativas
(F05.) Delirium não induzido pelo álcool ou por outras substâncias psicoativas
(F06.) Outros transtornos mentais devidos a lesão e disfunção cerebral e a doença física
(F07.) Transtornos de personalidade e do comportamento devidos a doença, a lesão e a disfunção cerebral
(F09.) Transtorno mental orgânico ou sintomático não especificado
(F10-F19) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substância psicoativa
As subdivisões seguintes de quarto caractere devem ser usadas com as categorias F10-F19:
(F1x.0) Intoxicação aguda
(F1x.1) Uso nocivo para a saúde
(F1x.2) Síndrome de dependência
(F1x.3) Síndrome de abstinência
(F1x.4) Síndrome de abstinência com delirium
(F1x.5) Transtorno psicótico
(F1x.6) Síndrome amnésica
(F1x.7) Transtorno psicótico residual ou de instalação tardia
(F1x.8) Outros transtornos mentais ou comportamentais
(F1x.9) Transtorno mental ou comportamental não especificado
(F10.) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de álcool
(F11.) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de opiáceos
(F12.) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de canabinóides
(F13.) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de sedativos e hipnóticos
(F14.) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso da cocaína
(F15.) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de outros estimulantes, inclusive a cafeína
(F16.) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de alucinógenos
(F17.) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de fumo
(F18.) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de solventes voláteis
(F19.) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de múltiplas drogas e ao uso de outras substâncias psicoativas
(F20-F29) Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes
(F20.) Esquizofrenia
(F20.0) Esquizofrenia paranóide
(F20.1) Esquizofrenia hebefrênica
(F20.2) Esquizofrenia catatônica
(F20.3) Esquizofrenia indiferenciada
(F20.4) Depressão pós-esquizofrênica
(F20.5) Esquizofrenia residual
(F20.6) Esquizofrenia simples
(F20.8) Outras esquizofrenias
(F20.9) Esquizofrenia não especificada
(F21.) Transtorno esquizotípico
(F22.) Transtornos delirantes persistentes
(F22.0) Transtorno delirante
(F23.) Transtornos psicóticos agudos e transitórios
(F23.0) Transtorno psicótico agudo polimorfo, sem sintomas esquizofrênicos
(F23.1) Transtorno psicótico agudo polimorfo, com sintomas esquizofrênicos
(F23.2) Transtorno psicótico agudo de tipo esquizofrênico (schizophrenia-like)
(F23.3) Outros transtornos psicóticos agudos, essencialmente delirantes
(F23.8) Outros transtornos psicóticos agudos e transitórios
(F23.9) Transtorno psicótico agudo e transitório não especificado
(F24.) Transtorno delirante induzido
Folie à deux
(F25.) Transtornos esquizoafetivos
(F25.0) Transtorno esquizoafetivo do tipo maníaco
(F25.1) Transtorno esquizoafetivo do tipo depressivo
(F25.2) Transtorno esquizoafetivo do tipo misto
(F25.8) Outros transtornos esquizoafetivos
(F25.9) Transtorno esquizoafetivo não especificado
(F28.) Outros transtornos psicóticos não-orgânicos
(F29.) Psicose não-orgânica não especificada
 (F30-F39) Transtornos do humor [afetivos]
(F30.) Episódio maníaco
(F30.0) Hipomania
(F31.) Transtorno afetivo bipolar
(F32.) Episódios depressivos
(F33.) Transtorno depressivo recorrente
(F34.) Transtornos de humor [afetivos] persistentes
(F34.0) Ciclotimia
(F34.1) Distimia
(F38.) Outros transtornos do humor [afetivos]
(F39.) Transtorno do humor [afetivo] não especificado
(F40-F48) Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o estresse e transtornos somatoformes
(F40.) Transtornos fóbico-ansiosos
(F40.0) Agorafobia
(F40.1) Fobia social
(F40.2) Fobia específica
(F41.) Outros transtornos ansiosos
(F41.0) Transtorno de pânico [ansiedade paroxística episódica]
(F41.1) Ansiedade generalizada
(F42.) Transtorno obsessivo-compulsivo
(F43.) Reações ao “stress” grave e transtornos de adaptação
(F43.0) Reação aguda ao estresse
(F43.1) Estado de “stress” pós-traumático
(F43.2) Transtorno de adaptação
(F44.) Transtornos dissociativos [de conversão]
(F44.0) Amnésia dissociativa
(F44.1) Fuga dissociativa
(F44.2) Estupor dissociativo
(F44.3) Transtornos de transe e possessão
(F44.4) Transtornos dissociativos do movimento
(F44.5) Convulsões dissociativas
(F44.6) Anestesia e perda sensorial dissociativas
(F44.6) Transtorno dissociativo misto [de conversão]
(F45.) Transtornos somatoformes
(F45.0) Transtorno de somatização
(F48.) Outros transtornos neuróticos
(F48.0) Neurastenia
(F50-F59) Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores físicos
(F50.) Transtornos da alimentação
(F50.0) Anorexia nervosa
(F50.2) Bulimia nervosa
(F51.) Transtornos não-orgânicos do sono devidos a fatores emocionais
(F51.0) Insônia não-orgânica
(F51.1) Hipersonia não-orgânica
(F51.2) Transtorno do ciclo vigília-sono devido a fatores não-orgânicos
(F51.3) Sonambulismo
(F51.4) Terrores noturnos
(F51.5) Pesadelos
(F52.) Disfunção sexual, não causada por transtorno ou doença orgânica
(F52.0) Ausência ou perda do desejo sexual
(F52.1) Aversão sexual e ausência de prazer sexual
(F52.2) Falha de resposta genital (Impotência psicogênica)
(F52.3) Disfunção orgásmica (Anorgasmia psicogênica)
(F52.4) Ejaculação precoce
(F52.5) Vaginismo não-orgânico
(F52.6) Dispareunia não-orgânica
(F52.7) Apetite sexual excessivo (Ninfomania para mulheres, Satiríase para homens)
(F53.) Transtornos mentais e comportamentais associados ao puerpério, não classificados em outra parte
(F53.0) Transtornos mentais e comportamentais leves associados ao puerpério não classificados em outra parte
Depressão pós-parto SOE
Depressão puerperal SOE
(F53.1) Transtornos mentais e comportamentais graves associados ao puerpério não classificados em outra parte
Psicose puerperal SOE
(F54.) Fatores psicológicos ou comportamentais associados a doença ou a transtornos classificados em outra parte
(F55.) Abuso de substâncias que não produzem dependência
(F59.) Síndromes comportamentais associados a transtornos das funções fisiológicas e a fatores físicos, não especificadas
(F60-F69) Distorções da personalidade e do comportamento adulto
(F60.) Transtorno de personalidade específico
(F60.0) Transtorno de personalidade paranóide
(F60.1) Transtorno de personalidade esquizóide
(F60.2) Transtorno de personalidade dissocial (sociopatia)
Transtorno de personalidade anti-social
(F60.3) Transtorno de personalidade emocionalmente instável
Transtorno de personalidade limítrofe
(F60.4) Transtorno de personalidade histriônica
(F60.5) Transtorno de personalidade anancástica
Transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva
(F60.6) Transtorno de personalidade esquiva
(F60.7) Transtorno de personalidade dependente
(F60.8) Outros Transtorno de personalidade específico
Transtorno de personalidade narcisista
Transtorno de personalidade passivo-agressiva
(F60.9) Transtorno de personalidade, inespecífico
(F61.) Misto e outros transtorno de personalidade
(F62.) Troca de personalidade permanente, não atribuível a danos cerebrais e enfermidades
(F63.) Transtornos dos hábitos e dos impulsos
(F63.0) Jogo patológico
(F63.1) Piromania
(F63.2) Roubo Patológico (Cleptomania)
(F63.3) Tricotilomania
(F64.) Transtorno de identidade de gênero
(F64.0) Transexualismo
(F64.1) Transvestismo de duplo papel
(F64.2) Transtorno de identidade de gênero infantil
(F65.) Transtornos da preferência sexual (parafilia)
(F65.0) Fetichismo
(F65.1) Transvestismo fetichista
(F65.2) Exibicionismo
(F65.3) Voyeurismo
(F65.4) Pedofilia
(F65.5) Sadomasoquismo
(F65.6) Múltiplas distorções da preferência sexual
(F65.8) Outras desordens da preferência sexual
Frotteurismo
Necrofilia
(F66.) Transtornos psicológicos e comportamentais associados ao desenvolvimento
e à sua orientação sexual
(F66.0) Desordem da maturidade sexual
(F66.1) Orientação sexual egodistônica
(F66.2) Transtorno do relacionamento sexual
(F66.8) Outros transtornos do desenvolvimento psicossexual
(F66.9) Transtorno do desenvolvimento sexual, não especificado
(F68.) Outros transtornos da personalidade e do comportamento do adulto
(F68.0) Sintomas físicos aumentados por fatores psicológicos
(F68.1) Produção deliberada ou simulação de sintomas ou de incapacidades, físicas ou psicológicas transtorno factício
Síndrome de Münchhausen
(F68.8) Outros transtornos especificados da personalidade e do comportamento do adulto
(F69.) Transtorno da personalidade e do comportamento do adulto, não especificado
(F70-F79) Retardo mental
(F70.) Retardo mental leve
(F71.) Retardo mental moderado
(F72.) Retardo mental grave
(F73.) Retardo mental profundo
(F78.) Outro retardo mental
(F79.) Retardo mental não especificado
(F80-F89) Transtornos do desenvolvimento psicológico
(F80.) Transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem
(F80.0) Transtorno específico da articulação da fala
(F80.1) Transtorno expressivo de linguagem
(F80.2) Transtorno receptivo da linguagem
Transtorno de desenvolvimento (do tipo) afasia de Wernicke
(F80.3) Afasia adquirida com epilepsia (síndrome de Landau-Kleffner)
(F80.8) Outros transtornos de desenvolvimento da fala ou da linguagem
Balbucio
(F80.9) Transtorno não especificado do desenvolvimento da fala ou da linguagem
(F81.) Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares
(F81.0) Transtorno específico de leitura
Dislexia de desenvolvimento
(F81.1) Transtorno específico da soletração
(F81.2) Transtorno específico da habilidade em aritmética
Acalculia de desenvolvimento
Síndrome de Gerstmann de desenvolvimento
(F81.3) Transtorno misto de habilidades escolares
(F81.8) Outros transtornos do desenvolvimento das habilidades escolares
(F81.9) Transtorno não especificado do desenvolvimento das habilidades escolares
(F82.) Transtorno específico do desenvolvimento motor
Transtorno do desenvolvimento do tipo dispraxia
(F83.) Transtornos específicos misto do desenvolvimento
(F84.) Transtornos globais do desenvolvimento
(F84.0) Autismo infantil
(F84.2) Síndrome de Rett
(F84.4) Transtorno com hipercinesia associada a retardo mental e a movimentos estereotipados
(F84.5) Síndrome de Asperger
(F88.) Outros transtornos do desenvolvimento psicológico
(F89.) Transtorno do desenvolvimento psicológico não especificado
(F90-F98) Transtornos do comportamento e transtornos emocionais que aparecem habitualmente durante a infância ou a adolescência
(F90.) Transtornos hipercinéticos
(F90.0) Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade
(F90.1) Transtorno hipercinético de conduta
(F91.) Distúrbios de conduta
(F91.0) Distúrbio de conduta restrito ao contexto familiar
(F91.1) Distúrbio de conduta não-socializado
(F91.2) Distúrbio de conduta do tipo socializado
(F91.3) Distúrbio desafiador e de oposição
(F92.) Transtornos mistos de conduta e das emoções
(F92.0) Distúrbio depressivo de conduta
(F93.) Transtornos emocionais com início especificamente na infância
(F93.0) Transtorno ligado à angústia de separação

(F93.1) Transtorno fóbico ansioso da infância
(F93.2) Distúrbio de ansiedade social da infância
(F93.3) Transtorno de rivalidade entre irmãos
(F94.) Transtornos do funcionamento social com início especificamente durante a infância ou a adolescência
(F94.0) Mutismo eletivo
(F94.1) Distúrbio reativo de vinculação da infância
(F94.2) Transtorno de fixação da infância, com desinibição
(F95.) Tiques
(F95.0) Tique transitório
(F95.1) Tique motor ou vocal crônico
(F95.2) Tiques vocais e motores múltiplos combinados (Síndrome de Tourette)
(F98.) Outros transtornos comportamentais e emocionais com início habitualmente durante a infância ou a adolescência
(F98.0) Enurese de origem não-orgânica
(F98.1) Encoprese de origem não-orgânica
(F98.2) Transtorno de alimentação na infância
(F98.3) Pica do lactente ou da criança
(F98.4) Estereotipias motoras
(F98.5) Gagueira (tartamudez)
(F98.6) Linguagem precipitada
(F98.8) Outros transtornos comportamentais e emocionais especificados com início habitualmente na infância ou adolescência (Exemplos: roer unhas, déficit de atenção sem hiperatividade, masturbação exagerada...)
(F98.9) Transtornos comportamentais e emocionais não especificados com início habitualmente na infância ou adolescência
 (F99) Transtorno mental não especificado
(F99.) Transtorno mental não especificado em outra parte

quarta-feira, 18 de maio de 2011


Tratamento da saúde mental não pode ser centrado nos Caps, alerta presidente da ABP

18/05/2011 - 19h52

Brasília – O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, alertou hoje (18) para a necessidade do atendimento a pessoas com doenças mentais ser feito em rede. “As pessoas estão ficando anos em atendimento nos Caps [Centros de Atenção Psicossocial]. A assistência exclusiva assim é um erro. O atendimento é para ser feito em rede”, disse ao lembrar que os pacientes com transtornos mentais ou com dependência química, mesmo em caso de internação, devem ter alta médica planejada e reabilitação psicossocial assistida, conforme prevê a Lei 10.216.
Á época da promulgação (4/6/2001), a lei foi comemorada como uma vitória dos movimentos sociais. Hoje, Dia de Luta Antimanicomial, a aprovação da lei foi lembrada pelos movimentos. “A população queria qualidade de serviço”, afirma o presidente da ABP ao dizer que a “lei é perfeita” e que os médicos psiquiatras “são antimanicomiais por natureza”.
Geraldo da Silva, no entanto, ressalta que a lei não foi implementada completamente. “Tenta marcar um atendimento”, sugere, ao lamentar que o atendimento psicossocial ainda não funciona eficazmente no sistema público. “Se você tem dinheiro, consegue melhor tratamento”, diz ao comentar que no sistema privado os pacientes têm “atendimento de primeiro mundo”.
“Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata esta lei, são assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade,família, recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra”, estabelece o Artigo 1º.
Para o coordenador de Saúde Mental dos Distrito Federal (ligado ao governo local), Augusto Cesar, a efetivação da lei “depende da vontade política”, e se não houver estruturação de uma rede diversificadas de serviços para a cada fase de tratamento a assistência “fica muito frágil”. Ele pondera que a crítica à política de saúde mental é “incompleta”, porque não “considera como era o modelo”.
Opinião semelhante tem Geraldo Peixoto, que é integram um movimento de parentes contra os manicômios em São Paulo. “Eu vi como era, com meu filho. Teve avanços, sim. Muitos hospitais psiquiátricos foram criados na época da ditadura militar [1964-1985]. Era um grande negócio”, disse ao associar as internações ao sistema repressivo do regime. Peixoto espera que o governo da presidenta Dilma Rousseff “tenha mais sensibilidade” com a política de saúde mental.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem atualmente em funcionamento 1.650 Caps, quase quatro vezes mais que em 2002 (424 centros). No ano passado, foram prestados 21 milhões de atendimentos ambulatoriais em saúde mental (50 vezes acima dos 423 mil procedimentos feitos em 2002). No período, o atendimento de crianças e adolescentes, saltou de 12,2 mil para 1,2 milhão.
Agência Brasil.


Importância do diagnóstico precoce dos transtornos mentais
O termo 'doença mental' ou transtorno mental engloba um amplo espectro de condições que afetam a mente. Doença mental provoca sintomas tais como: desequilíbrio emocional, distúrbio de conduta e enfraquecimento da memória. Algumas vezes, doenças em outras partes do corpo afetam a mente. Outras vezes, desconfortos escondidos no fundo da mente, podem desencadear outras doenças do corpo ou produzir sintomas somáticos.
Um grande espectro de fatores: nosso mapa genético, química cerebral, aspectos do nosso estilo de vida, além dos acontecimentos que nos acometeram no passado e nossas relações com as outras pessoas, participam como causadores do transtorno mental. Isso leva ao sofrimento, desesperança e incapacidade de levar uma vida plena.
A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP),tem se preocupado e lutado muito contra os preconceitos e estigmas ainda existentes que impedem o tratamento precoce.
Os transtornos mentais são democráticos. Mesmo nas cidades mais distantes e isoladas do mundo, com natureza, paz e tranqüilidade, eles podem começar cedo, na infância. Por isso, uma ampla campanha de orientação, educação, informação e reconhecimento deve ser instituída na sociedade, orientando, principalmente, pais e professores.
Na fase reprodutiva, as mulheres são duas vezes mais acometidas de depressão que os homens. Em relação aos transtornos de ansiedade, a proporção é de 2-3 mulheres acometidas por homem afetado.
A partir dos 15 anos em média, começam alguns desequilíbrios emocionais, embora hoje, muitas crianças pequenas já apresentam os sinais e sintomas iniciais. Os sintomas podem ser variados, incluindo uma ansiedade persistente sem motivos aparentes, dificuldade de aprendizado, desatenção, irritabilidade, choro, tristeza, desinteresse, agitação, medos intensos de escuro, altura e espaços amplos e abertos (fobias) e quadros de depressão ou psicose. Caso não haja o diagnóstico precoce, pode haver evolução para uso de álcool e drogas ou para um tipo grave de depressão. As mães devem ficar atentas.
A etapa inicial do maior estudo da área, o World Mental Health Survey (Levantamento Mundial sobre Saúde Mental) conduzido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ilumina um caminho de possibilidade de contenção de qualquer distúrbio emocional durante a infância, evitando o surgimento de quadros psíquicos graves, durante o período escolar. Há um braço de tal estudo no Brasil, porém, os dados ainda estão em fase de elaboração.
A magnitude da importância de tal conhecimento é incalculável. Em 14 países avaliados, entre 4,3% a 26% da população apresenta algum transtorno psiquiátrico, o que é um dado alarmante pelos inúmeros prejuízos psicossociais gerados.
Todos falam dos prejuízos sociais, familiares e individuais. Porém, se esquecem do impacto econômico, devido à incapacitação gerada pelas doenças mentais. Transtornos mentais graves geram 200 dias de faltas ao trabalho.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), no Brasil há 0,25 leito para internação psiquiátrica por mil habitantes, apesar de haver uma portaria do próprio Ministério da Saúde que estabelece uma meta de 0,45 leitos por mil habitantes.
Cerca de 3% da população brasileira (cerca de 5,4 milhões de pessoas) sofre de transtornos mentais severos que precisam de cuidados médicos contínuos. De 6% a 10% (entre 10,8 e 18 milhões) acabam sendo vítimas de transtormos causados pelo uso de drogas e álcool.

É um equívoco da política de saúde mental brasileira tratar os psiquiatras como 'espécies de carcereiros', bem como todos os hospitais psiquiátricos como 'manicômios'. Hoje, alguns hospitais psiquiátricos têm uma excelente infra-estrutura de ensino, assistência e pesquisas sérias. Não se pode haver generalizações prejudiciais a muitos pacientes e familiares que sofrem com transtornos mentais severos, que necessitam de internação em casos urgentes e emergenciais. 
A ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) vem fazendo a sua parte, tentando colaborar, de forma efetiva e sistemática, na formulação de propostas efetivas de medidas relacionadas à Reforma Psiquiátrica. 
Os nossos políticos precisam, portanto, tratar com mais atenção, sensibilidade, respeito e eficácia a saúde mental do Brasil, priorizando a intervenção primária logo na infância. Muitos projetos ainda não saíram, infelizmente, do papel. Ainda mais nos países 'emergentes' como o Brasil, onde a verba para saúde, infelizmente, acaba sofrendo desvios lamentáveis.
O mundo todo precisa se mobilizar para uma efetiva melhora do panorama de saúde mental. Em mais de 60 mil entrevistas realizadas, comprova-se o quanto tais transtornos mentais são subdiagnosticados, tratados de forma inadequada e negligenciados pelas políticas públicas de saúde. É triste, pois sabemos que o controle é perfeitamente possível nos estágios iniciais. Toda a sociedade sairá vencedora.

quinta-feira, 5 de maio de 2011


Remédios psiquiátricos são perigosos e viciam?
 Temos aqui um típico preconceito por generalização. Há remédios psiquiátricos que apresentam riscos e devem ser acompanhados com cuidado, como a conteve em toda a medicina. Porém 90% dos psicofármacos são seguros. Os tranquilizantes viciam de fato, mas ninguém fica preso aos tranquilizantes por causa disso ao contrário do que a maioria pensa, inclusive muito médicos. O termo dependência é um termo pesado, usado para situações graves como o alcoolismo, dependência à cocaína injetável, etc. A dependência induzida pelos tranquilizantes é 100% reversível, basta que a medicação seja retirada gradualmente. A grande confusão que é que quanto à cronicidade (permanência prolongada) dos sintomas que os tranquilizantes tratam como a ansiedade. Os transtornos de ansiedade frequentemente duram décadas ou toda a vida e quando um paciente obtém os benefícios com a eliminação dos sintomas e posteriormente experimentam retirar o tranquilizante e recaem dos sintomas logo são acusados de estarem dependentes quando na verdade houve uma recaída, ou retorno dos sintomas de ansiedade. É muito difícil diferenciar os sintomas da recaída de ansiedade dos sintomas da abstinência aos tranquilizantes, mas nessas situações a culpa é sempre do remédio, ainda que não seja possível provar. A dependência é única preocupação relevante quanto aos tranquilizantes (remédios de tarja preta). Os antidepressivos apresentam certos perigos. Os do grupo dos tricíclicos podem levar a fatalidade quanto tomada em mega doses, já os inibidores seletivos da recaptação da serotonina não são letais mesmos em mega doses. Alguns antipsicóticos podem provocar problemas na condução elétrica do coração, o que só é preocupante em cardiopatas, pessoas sem problemas cardíacos não há maiores problemas. Há um antipsocótico que há 30 anos foi relacionado há diversas mortes por inibição das células de defesa e retirado do mercado. Reintroduzido no mercado sob cuidados extremos, não provocou o mesmo efeito, pelo menos no Brasil em dez anos não nenhum relato.
Crianças não podem tomar psicofármacos. Podem sim, e se beneficiam muito quando precisam deles. No entanto a maioria dos psicofármacos não foi estudada para crianças por isso recomenda-se não usá-la antes que sejam feitos os devidos testes. O fato de uma criança ter precisado de um psicofármaco não significa necessariamente que seja mais grave ou que tenha um futuro menos promissor que outras crianças de sua idade.

Hospitais Psiquiátricos são desnecessários?

 A porcentagem dos pacientes que necessita de internação é pequena, mas para esta o recursos da internação não pode faltar. Socialmente fica bonito falar em fechamento dos hospitais psiquiátricos que têm sido pejorativamente tratados como manicômios, como se a doença mental tivesse sido domada pelas próprias medicações que são tão rejeitadas pela mesma sociedade. Os psicofármacos fizeram de fato uma revolução na psiquiatria, mas não conseguiram resolver todos os problemas. Há pacientes psicóticos crônicos que não respondem às medicações e são violentos, pondo em risco a si e seus familiares. Há pacientes com retardo mental com elevado grau de agressividade. Há casos em particular que uma internação é inevitável. Além disso, há também a realidade brasileira da pobreza e da miséria. Como uma família pobre, que tem criança, idoso ou portador de alguma deficiência física em casa pode lidar com uma pessoa que não vê problema em procedimentos de risco. As famílias dos doentes mentais nessas circunstâncias, se não obtêm apoio estatal ou abandonarão o doente à sua própria sorte, que se tornarão mendigos, ou se desintegrará como família, tal o sofrimento trazido pelo comportamento do paciente psiquiátrico. Nessas famílias os membros saudáveis muitas vezes têm sua vida impedida de seguir num rumo saudável e próspero porque a doença do paciente psiquiátrico consome todos os recursos dessa família. Há casos em que não é possível sequer, o paciente ter alta porque as condições sociais da família do doente mental não são suficientes nem para si mesmo, menos ainda para amparar o filho doente dessa família. Como pensar em fechar os hospitais psiquiátricos na crua realidade brasileira?