quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

ALECRIM: A ERVA DA MENTE

Há dias em que se tem a impressão de se estar dentro de um espesso nevoeiro. Tudo parece monótono e difícil e o coração fica triste. É a noite escura da alma!
Em um dia assim parecido, pensei: Vou tomar um chá de alecrim! Fui ao jardim e lá encontrei um viçoso pé de alecrim. Interessante é que quase todos que visitam meu jardim demonstram afeição e respeito pelo ALECRIM. Confesso que nunca liguei muito para ele.
Mas, naquele dia, com toda reverência, colhi alguns ramos, preparei  um  chá  e me servi  em uma linda xícara.
O aroma é muito agradável e  a cada gole que bebo sinto a mente ir clareando. Uma sensação de bem estar e alegria foi se espalhando pelo corpo e senti a sensação de enorme felicidade.
Fiquei impressionada com a capacidade de essa planta transmitir alegria! Resolvi pesquisar essa planta O ALECRIM - Rosmarinos officinalis, planta nativa da região mediterrânea foi muito apreciada na Idade Media e no Renascimento, aparecendo em varias formulas, inclusive a Água da Rainha da Hungria, famosa solução rejuvenescedora.
Elizabeth da Hungria recebeu aos 72 anos, a receita de um anjo (um monge?) quando estava paralitica e sofria de gota. Com o uso preparado, recobrou a saúde, beleza e alegria.
O Rei da Polônia chegou a pedi-la em casamento! Senhora de Sévigné recomendava água de alecrim contra tristeza. Rudolf Steiner afirmava que o alecrim é acima de tudo planta calorífera que fortalece o centro vital e age em todo organismo.
Além disso, equilibra a temperatura do sangue e através dele de todo corpo. Por isso é recomendado contra Anemia, menstruação insuficiente e problemas de irrigação sanguínea.
Também atua no fígado. Um ex.- viciado em drogas revelou que tivera uma visão divina que o tornou capaz de livrar-se do vicio. Foi-lhe indicado que tomasse chá de alecrim para regenerar e limpar as células do corpo, pois o alecrim continha todas as cores do arco iris.
O alecrim é digestivo e sudorífero, ajuda assimilação do açúcar no sangue (no diabetes) e é indicado para recompor o sistema nervoso após uma longa atividade intelectual.
É recomendado para queda de cabelo, caspa, cuidados da pele, lesões e queimaduras, para curar resfriados e bronquites, para cansaço mental e estafa, perda de memória, aumentando a capacidade  de aprendizado.
Existe uma graciosa lenda a respeito do alecrim: Quando Maria fugiu para Egito, levando no colo o menino Jesus as flores do caminho iam se abrindo á medida que a Sagrada Família passava por elas.
O Lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados, o lírio  abriu seu cálice. O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu lamentando não poder agradar o menino. Cansada Maria parou a Beira do Rio e, enquanto a criança dormia, lavou suas roupinhas. Em seguida olhou a seu redor procurando um lugar para estendê-las.
O Lírio quebrará sob o peso e o Lilás é alto demais. Colocou-as então sobre o Alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e as sustentou ao Sol durante toda a manhã.  Obrigada, gentil Alecrim! Disse Maria. Daqui por diante, ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando.
E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus, serão aromáticos. Eu abençoo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade e emanará alegria... E assim foi!
Há dias em que se tem a impressão de se estar dentro de um espesso nevoeiro. Tudo parece monótono e difícil e o coração fica triste. É a noite escura da alma!
Em um dia assim parecido, pensei: Vou tomar um chá de alecrim! Fui ao jardim e lá encontrei um viçoso pé de alecrim. Interessante é que quase todos que visitam meu jardim demonstram afeição e respeito pelo ALECRIM. Confesso que nunca liguei muito para ele.
Mas, naquele dia, com toda reverência, colhi alguns ramos, preparei  um  chá  e me servi  em uma linda xícara.
O aroma é muito agradável e  a cada gole que bebo sinto a mente ir clareando. Uma sensação de bem estar e alegria foi se espalhando pelo corpo e senti a sensação de enorme felicidade.
Fiquei impressionada com a capacidade de essa planta transmitir alegria! Resolvi pesquisar essa planta O ALECRIM - Rosmarinos officinalis, planta nativa da região mediterrânea foi muito apreciada na Idade Media e no Renascimento, aparecendo em varias formulas, inclusive a Água da Rainha da Hungria, famosa solução rejuvenescedora.
Elizabeth da Hungria recebeu aos 72 anos, a receita de um anjo (um monge?) quando estava paralitica e sofria de gota. Com o uso preparado, recobrou a saúde, beleza e alegria.
O Rei da Polônia chegou a pedi-la em casamento! Senhora de Sévigné recomendava água de alecrim contra tristeza. Rudolf Steiner afirmava que o alecrim é acima de tudo planta calorífera que fortalece o centro vital e age em todo organismo.
Além disso, equilibra a temperatura do sangue e através dele de todo corpo. Por isso é recomendado contra Anemia, menstruação insuficiente e problemas de irrigação sanguínea.
Também atua no fígado. Um ex.- viciado em drogas revelou que tivera uma visão divina que o tornou capaz de livrar-se do vicio. Foi-lhe indicado que tomasse chá de alecrim para regenerar e limpar as células do corpo, pois o alecrim continha todas as cores do arco iris.
O alecrim é digestivo e sudorífero, ajuda assimilação do açúcar no sangue (no diabetes) e é indicado para recompor o sistema nervoso após uma longa atividade intelectual.
É recomendado para queda de cabelo, caspa, cuidados da pele, lesões e queimaduras, para curar resfriados e bronquites, para cansaço mental e estafa, perda de memória, aumentando a capacidade  de aprendizado.
Existe uma graciosa lenda a respeito do alecrim: Quando Maria fugiu para Egito, levando no colo o menino Jesus as flores do caminho iam se abrindo á medida que a Sagrada Família passava por elas.
O Lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados, o lírio  abriu seu cálice. O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu lamentando não poder agradar o menino. Cansada Maria parou a Beira do Rio e, enquanto a criança dormia, lavou suas roupinhas. Em seguida olhou a seu redor procurando um lugar para estendê-las.
O Lírio quebrará sob o peso e o Lilás é alto demais. Colocou-as então sobre o Alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e as sustentou ao Sol durante toda a manhã.  Obrigada, gentil Alecrim! Disse Maria. Daqui por diante, ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando.
E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus, serão aromáticos. Eu abençoo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade e emanará alegria... E assim foi!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A Causa dos Comportamentos Destruidores

Adotamos alguns comportamentos que nos causam prejuízo. São coisas que fazemos que muitas vezes tivesse consciência que são nocivas, mas continuamos a fazer mesmo assim. Exemplos: Dormir poucas horas; trabalhar em excesso; não praticar alguma atividade física; fumar; deixar de ir ao dentista; beber em excesso; se mantiver em um relacionamento destrutivo; gastar dinheiro com algo completamente inútil; deixar tudo desorganizado; se alimentar mal e etc...

Agimos dessa forma guiados por fatores inconscientes. São sentimentos negativos que acumulamos durante a vida que encobrem o nosso amor próprio, baixando nossa autoestima. Surgem processos de autopunição e autos sabotagem.

Dentro de nós existe um Eu verdadeiro, mais profundo, que está sempre lá, em paz e feliz. Entretanto esse Eu verdadeiro pode estar temporariamente encoberto com nuvens negras que nada mais são do que sentimentos negativos que acumulamos durante a vida e que nos impedem de sentir a paz e alegria que é o que temos na nossa essência. As nuvens não fazem parte de nós e podem ser dissipadas. A essência continua sempre lá, pois ela é nossa única parte verdadeira.

Eckhart Tolle, no livro "O despertar de uma nova consciência", chama essa entidade sofredora de "corpo de dor". Outros chamam de "sombra". É ela que nos arrasta para os comportamentos destruidores, desde os mais leves ao mais pesados. Quanto mais sentimentos acumulados, maior será à força da sombra e mais destrutivos serão nossos comportamentos.

Além dos comportamentos destruidores mais visíveis como os já citados, existem outros mais sutis. Nos relacionamentos, por exemplo, surgem dificuldades em impor limites; fazemos coisas que nos desagradam para agradar ao outro por medo da rejeição; brigamos por motivos bobos; geramos tensão ao sentir ciúmes e tentar controlar. Tudo consequência da atuação da nossa sombra.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Dicas infalíveis para desanuviar a sua mente.

O mundo de stress, preocupações, projetos, afazeres e ruídos que temos diariamente de enfrentar, inflige nos uma mente caótica e desorganizada, que muitas vezes parece estar a arrebentar pelas costuras. Uma mente que, por vezes, não consegue encontrar aquela calma que desesperadamente procuramos. Nos dias que correm se há alguma coisa que precisa desanuviar, é o nosso cérebro. Mas como fazê-lo? Os nossos pensamentos não estão simplesmente aí deitados, à espera de uma varinha mágica para colocá-los ordeiramente nos seus devidos lugares.
O nosso cérebro é um órgão complicado e complexo, coberto de camadas e camadas (conscientes e inconscientes) de recordações boas e más, traumas diversos, alegrias inesquecíveis, trivialidades do quotidiano, reflexões profundas e segredos escondidos. Uma teia tão densa que muitas vezes até os psicanalistas têm dificuldade em decifrar.
E então como é que nós vamos conseguir pôr ordem no “andar de cima”? Na realidade é muito simples: por isso mesmo é que lhe chamamos simplicidade. E simplificar é tornar algo menos complexo, é descomplicar.
Pode começar por clarear a mente com pequenas ações, gestos simples que terão, sem dúvida, um efeito positivo. Como já foi aqui mencionado várias vezes, as coisas pequenas podem fazer uma grande diferença, principalmente se forem utilizadas em conjunto. Experimente algumas das nossas sugestões e veja o que funciona melhor para si e para a sua mente.
Respirar. Tão simples tão eficaz. Respire fundo várias vezes, concentrando-se lentamente na sua própria respiração – siga atentamente o ritmo inspirar-expirar. O seu efeito é altamente tranquilizador e à medida que se vai concentrando neste movimento tão básico, os pensamentos parecem desvanecer, dando lugar à claridade mental.
Anotar. Quantas vezes não ouviu alguém dizer “tem a cabeça cheia”? E quantas vezes não proferiu esta expressão? Tem-se a cabeça cheia de pensamentos, ideias e coisas para fazer, pegue num caderno e passe tudo para o papel. Agora que está tudo escrito preto no branco, a sua cabeça pode descansar e deixar de estar constantemente a ter de se lembrar de tudo.
Identifique o essencial. Infelizmente, enchemos muitas vezes a nossa mente com detalhes triviais e coisas completamente desnecessárias. Uma cabeça tranquila é aquela que foca apenas o essencial – pare para pensar nas coisas que são realmente importantes na sua vida e dê-lhes a devida atenção… uma de cada vez clara está.
Eliminar. Agora que identificou o que é essencial, faça o inverso, identifique o que não é essencial na sua vida. Se não é relevante para si, não é essencial. Esqueça de uma vez por todas… tem coisas bem mais importantes em que pensar.
Diário. Muito parecido com a sugestão “anotar” acima apresentada, esta vai um pouco mais longe, um pouco mais profunda. Manter um diário (seja num caderno ou num blogue online) irá ajudá-lo a explorar as diferentes áreas da sua vida, principalmente aquelas sobre as quais pensa pouco. Para, além disso, esta descoberta vai ainda ser útil no sentido em que vai trazer ao de cima coisas que nem sabia ter em mente, algumas das quais vai poder analisar, outras simplesmente eliminar. Acima de tudo, só o facto de passar estes pensamentos da cabeça para o diário, é uma forma de desanuviar.
Ritmos de sono. Por vezes dormimos de menos, outras vezes, demais. Os nossos ritmos de sono nem sempre são os ideais, por isso mesmo vale a pena reconsiderar a forma como dorme. A alteração de padrões de sono pode fazer maravilhas a qualquer mente cansada.
Dê uma caminhada. Não há nada como sair para a rua, apanhar ar fresco e dar um passeio para pôr as ideias em ordem e descansar a mente. Não interessa o que fizer – jogging, regar o jardim, um passeio de bicicleta – o mais importante é que faça algum tipo de atividade física.
Veja menos televisão. Deitar-se em cima do sofá em frente à televisão pode parecer, à primeira vista, muito relaxante. No fundo não o é. A televisão é mais uma fonte de ruído, uma verdadeira overdose de informação, ao invés dos benefícios calmantes de um bom livro, uma música tranquila ou uma boa conversa. Veja menos televisão e em pouco tempo vai reparar como o seu cérebro está mais sereno.
Na companhia da natureza. Semelhante à dica 7, a diferença é a procura da natureza: um jardim, uma praia, um campo, um lugar tranquilo, sem a agitação das cidades. Há quem goste particularmente de apreciar a chuva, apontando-a como uma força simultaneamente calmante e regeneradora.
Faça menos. Pegue na sua lista de afazeres e risque metade daquilo que está lá escrito. Escolha apenas 2 ou 3 tarefas para fazer hoje, focando-se apenas nessas. Esqueça o resto. Se fizer menos, terá menos em que pensar.
Mais devagar. Pode parecer demasiado simplista, mas a verdade é que falar, andar, conduzir e comer mais devagar pode fazer a diferença entre uma mente caótica e uma mente sossegada. É como se afirmasse: não vou viver a vida a correr, pressionado pelos outros e um prisioneiro do relógio… vou viver ao meu ritmo. Um estilo de vida a baixa velocidade reflete-se numa mente onde reina a quietude.
Esqueça. Está preocupado com aquilo? Está zangado com ela? Frustrado? Cheio de ressentimentos? Embora todas estas emoções e pensamentos sejam 100% naturais, no fundo são também todos eles completamente desnecessários. Veja se consegue pôr tudo isso para trás das costas, esquecer de uma vez por todas. Sim, sabemos que é muito mais difícil do que parece, mas vale a pena o esforço.
Organize o seu ambiente. Uma mente tranquila precisa de um ambiente igualmente sereno, o que significa que uma casa e/ou um escritório desarrumado é um caos visual que a sua mente assimila mais depressa do que você pensa.
Uma coisa de cada vez. Vivemos num mundo multifuncional, onde a corrida contra o tempo obriga-nos a fazer mil e uma coisas em simultâneo, mas sem grandes resultados em termos de produtividade e felicidade. Para variar, experimente fazer uma coisa de cada vez. Concentre-se completamente naquilo que tem em mãos e passe para a próxima tarefa apenas quando esta estiver concluída. Repita.
Desabafe. Falar com alguém próximo e que saiba ouvir – o seu parceiro, melhor amigo, mãe, pai – é uma das formas mais eficazes de desanuviar a mente. Desabafe. Tudo. Depois devolva o favor. Apesar de ser apenas conversa, fará maravilhas à sua sanidade mental. Acredite.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Tranquilizantes


Diga adeus à ansiedade. Os grandes laboratórios farmacêuticos interessados no faturamento construíram a crença de que podemos e devemos viver sem ansiedade. Esta falsa idéia foi assimilada por alguns médicos e pelo público em geral, promovendo a ida dos ansiosos aos consultórios em busca do remédio milagroso. Entretanto a ansiedade pode ser uma emoção saudável e necessária a uma boa adaptação do indivíduo ao meio, sendo, muitas vezes, um aviso do organismo indicando que algo precisa ser feito para modificar a vida.
Os tranquilizantes têm sido usados há milênios. O primeiro deles, e que continua a ser consumido, é o álcool. Atualmente, a cada dia mais, diversos outros calmantes são lançados no mercado para alegria dos consumidores aflitos. Uma estatística da Organização Mundial de Saúde, publicada há alguns anos, mostrou um consumo anual de 500 milhões de psicotrópicos no Brasil. Desses, 70% eram ansiolíticos, ou seja, medicamentos para diminuir a ansiedade, apreensão, tensão ou medo. Muitas pessoas só dormem após tomarem seu sedativo preferido e, para suportar o dia desagradável que virá, ingerem mais outro calmante diurno. Alguns usam os tranquilizantes para viajar de avião, dançar, namorar, transar, dar aulas, casar, isto é, as atividades que podem acarretar certo grau de intranquilidade.
Os ansiolíticos são ingeridos puros ou misturados com bebidas, usados junto a moderadores de apetite, as drogas anti-colinérgicas (os chamados anti-distônicos); alguns estão embutidos nos medicamentos antidepressivos, fortificantes, vitaminas, diuréticos etc. As bulas acerca dos calmantes , geralmente, são mentirosas; descrevem muito mais os “bons” resultados do que os “maus”: muitas não relatam a dependência após um curto período de uso, a diminuição da capacidade psicomotora, o aumento do cansaço, a diminuição da memória, a piora dos sintomas após a sua interrupção (ansiedade rebote) e o risco de seu uso nos idosos e crianças. Uma curiosidade: os que têm menos conhecimentos acerca de seus “excelentes efeitos terapêuticos”, como os pacientes mais humildes dos ambulatórios, beneficiam-se pouco com seu uso.
Como a população brasileira tem estado intranquila com respeito ao futuro do país, conclamo o governo a distribuir essas drogas milagrosas para todos nós, em lugar de gastar dinheiro com alimentos, moradias, empregos e assistência médica. Com o povo calmo, os governantes poderiam usufruir o encantamento do poder. Cada cidadão teria direito de uma a três doses diárias, conforme sua ansiedade, este, uma vez embriagado com o efeito do calmante, não mais faria greve, não mais amolaria o pobre governo com reclamações tolas e injustas. Ingerindo sua dose diária de ansiolíticos as pessoas viveriam e morreriam calmas, talvez, quem sabe, até felizes.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Saúde mental: ação pede novos leitos.

A ação judicial determina redução de espera por atendimento no Hospital de Saúde Mental de Messejana.
Defensoria Pública da União do Ceará (DPU/CE) entrou com um novo pedido de cumprimento da ação judicial que determina redução do tempo de espera de atendimento no Hospital de Saúde Mental de Messejana (HSMM). Segundo a determinação, é preciso que sejam tomadas providências para que a espera por atendimento não ultrapasse seis horas; que novos leitos sejam disponibilizados também em outras unidades de saúde e que medidas sejam tomadas para um tratamento adequado aos pacientes.

O pedido judicial, protocolado à 6ª Vara Federal, foi proferido há um ano, por decisão liminar. Em maio deste ano, a sentença foi mantida pelo tribunal da 5ª Região. Segundo a DPU/CE, a decisão está sendo descumprida. A ação civil pública partiu de denúncias feitas pelos próprios médicos do hospital, que se sensibilizaram com o estado a que se submete quem busca atendimento. 
Segundo o diretor geral do hospital, Marcelo Theophilo Lima, o problema não está no tempo de atendimento, mas no tempo de espera para internação, que, em outubro último, apresentou uma média de 25 horas. “As pessoas confundem espera por atendimento com espera por internação. Eu tenho uma limitação física. Familiares que chegam à nossa emergência trazendo um paciente com surto psicótico, por exemplo, não podem voltar para casa. Eu entendo, e ficam aqui, nas dependências do hospital, aguardando vagarem leitos. Aí, é que entra o estado desumano a que se submetem. Não temos como internar todos, mas também não tenho como dizer vá para casa e espere lá. Não é fácil lidar com pacientes em surto”, justifica Marcelo.

Ele põe em questionamento também a lei estadual nº 12.151, que dispõe sobre a extinção progressiva dos hospitais psiquiátricos. Pelo art. 1º fica proibida “a contratação e financiamento (...) de novos leitos naqueles hospitais”. “Como gestor público não posso descumprir a lei, não está na minha governança criar novos leitos. Mas admito que o juiz tem razão. A lei é absurda, precisa ser revista, até revogada”, defende.

Marcelo explicou que, a partir de maio, tentou se adequar à decisão judicial, criando uma estrutura emergencial, que comporta, atualmente, 14 pacientes, “com todo aparato necessário ao tratamento dos pacientes, mas ainda precário”.

O POVO procurou a titular da Coordenadoria da Saúde Mental do Município, Rane Félix, responsável pela estruturação de leitos nos hospitais da Capital, mas as ligações não foram atendidas. Tentou-se falar também com o defensor público Feliciano de Carvalho, responsável pelo pedido da ação, mas ele não foi localizado até o fechamento desta edição.

ENTENDA A NOTÍCIA

DPU/CE pede cumprimento da ação judicial que determina diminuição no tempo de espera para internações psiquiátricas no Hospital de Messejana. Gestor do hospital diz que problema está na espera por internação.

Saiba mais

O HSMM possui capacidade de internação para 180 pacientes. Existem também

60 pacientes recebendo tratamento em situação classificada como “hospital-dia”, em que passam o dia no hospital e pernoitam em casa.

De janeiro a agosto de 2012, a emergência do HSMM realizou 10.108 atendimentos.

Atualmente, além do HSMM, mais duas unidades atendem pacientes psiquiátricos em Fortaleza: Hospital Nosso Lar, privado, e Hospital São Vicente de Paulo, filantrópico.

Os critérios de internação são risco ao paciente, risco a terceiros, baixo suporte familiar e baixa adesão ao tratamento.
(situação financeira).

A esquizofrenia é o transtorno mental mais prevalente nas internações.

Jornal O POVO.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Tratamentos psiquiátricos


Dicas sobre o tratamento psiquiátrico.
O tratamento psiquiátrico, do meu ponto de vista, começa mesmo antes de o paciente chegar. Apresentar um consultório aconchegante, agradável, com cores tranquilizantes, com decoração simples, ventilado, já é reconfortante para quem chega com qualquer tipo de sofrimento. A maneira como se é recepcionado, assim como a confiança do profissional que irá atender o paciente é um dos fatores observados pelos familiares e pelo próprio paciente na hora da consulta.
O tratamento psiquiátrico é o resultado final de uma consulta que demora conforme cada caso. Por isso é importante a coleta das informações a respeito da sintomatologia apresentada e o que motivou a consulta. Este processo é chamado de anamnese. Dados como antecedentes pessoais, dos familiares consanguíneos  exame físico, às vezes o exame neurológico, e por fim, o exame psíquico auxiliará o psiquiatra a interpretar todos estes dados levando-o à formulação de uma hipótese diagnóstica. Com isto pronto, a conduta médica ou tratamento terá início. É muito comum imaginar que o médico psiquiatra, por ser médico, já indicará o uso de alguma medicação. Isto não é de todo correto.
Algumas patologias têm a indicação de tratamento psicoterápico como o pilar do tratamento, enquanto que a medicação fica num segundo plano. Em casos moderados e/ou graves é evidente a necessidade da intervenção biológica do tratamento ou o uso de medicação psicotrópica ou mesmo a internação em clínica especializada. Casos como a "Depressão" utilizam-se antidepressivos e, algumas vezes e por um curto período de tempo, os benzodiazepínicos para reduzir a ansiedade (conhecidos como remédios de faixa preta). Nos casos de "Psicoses" utilizam-se os antipsicóticos. Nos quadros de "Ansiedade" é comum o psiquiatra optar pelo uso de antidepressivos em detrimento dos benzodiazepínicos pelo risco destes induzirem a uma dependência à medicação após longo período de uso.
É evidente que cada tratamento deve ser personalizado, pois o que pode dar certo num paciente pode não ser eficiente em outro. Isto não há como prever. Cada organismo reage de uma maneira diferente às substâncias utilizadas, assim só se saberá se o tratamento deu certo após algum tempo de uso da medicação, o que poderá variar conforme a substância. Por exemplo, os antidepressivos demoram em apresentarem seus efeitos terapêuticos, mas demonstram suas reações adversas com mais rapidez. Os benzodiazepínicos e antipsicóticos têm uma ação mais rápida.
Esclarecer ao paciente e seus familiares sobre os efeitos colaterais e terapêuticos, explicar com detalhes o quadro psíquico, assim como o plano de ação terapêutica é muito importante. Abordar os efeitos terapêuticos assim como os indesejados dos medicamentos é mais importante ainda.
Os pacientes nunca devem suspender ou descontinuar o seu tratamento sem orientação médica, mesmo que já estejam se sentindo bem. É comum a recaída ou recorrência do quadro quando isto não é realizado de maneira adequada comprometendo todo o tratamento. O custo direto (sofrimento pessoal) e indireto (sofrimento familiar, trabalho, p. ex.) das recaídas é muito alto. Somam-se a isto os sintomas de descontinuação produzidos pela falta da medicação.
 Vale lembrar que o folclore popular pode prejudicar o tratamento por deturpar informações ou fornecer concepções errôneas e preconceituosas comprometendo a aderência ao tratamento. Frases como: "uma conhecida de uma amiga minha tinha a mesma coisa..." já é uma indução à crendice. Cada caso é um caso. Esta é uma máxima da Medicina. Não existem casos iguais. O médico tem que estar preparado para não se deixar seduzir pelo desejo do paciente ou de seus familiares por soluções instantâneas ou mágicas. Isso não existe. Tudo é um processo que leva um tempo. Esse tempo varia de pessoa para pessoa.
Uma outra crendice é aquela onde se ouve: "você vai ficar dependente do remédio...". Ora, quando alguém tem pressão alta ou diabetes ninguém faz esse comentário, muito pelo contrário. Mas quando se trata de medicamentos psiquiátricos esta frase é muito comum ser ouvida. O remédio é uma necessidade para uma determinada situação, que tanto pode ser transitória ou permanente. O que vai determinar que o indivíduo tenha a possibilidade de voltar a ser àquela pessoa que era antes de ficar doente muitas vezes será o uso ou não da medicação, pelo tempo que for necessário. Isso não é dependência, é necessidade! È claro que ninguém gosta de tomar remédio, nem os médicos! O mal uso dos medicamentos, ou seja o seu uso sem necessidade alguma mesmo, isso sim pode levar a uma dependência que é mais psicológica do que outra coisa.
Sempre que houver alguma dúvida, anote e leve a seu médico na próxima consulta. Não tenha vergonha de perguntar, ele está ai exatamente para lhe esclarecer.
Nos dias atuais um tratamento psiquiátrico particular tem um custo muito elevado, isso faz com que muitas famílias acabem desistindo de tratamentos muito importantes. Agora isso não será mais preciso, pois existem alguns centros gratuitos que disponibilizam estes tipos de serviços.
Quem faz as sessões de psiquiatria é um médico que se especializou em psiquiatria que é o estudo da mente e de problemas que acometem o sistema nervoso central. Ele tem como objetivo a prevenção, diagnóstico e tratamento de transtornos mentais.
Algumas doenças mentais que este tipo de profissional atende são, por exemplo, depressão, esquizofrenia, transtornos bipolares e até mesmo transtornos por ansiedade. Assim o psiquiatra tem como principal objetivo aliviar e amenizar os sintomas e sofrimentos causados por determinada doença.
Para que então a população possa ter maior facilidade ao acesso á centros de tratamentos gratuitos, fundou-se o CAPs, que são os Centros de Atenção Psicossoal, estas são instituições extra-hospitalares disponibilizados de forma gratuita á toda a população.
Nestes centros você poderá contar com Terapeutas Ocupacionais, Enfermeiros, Psicólogos, Psiquiatras e Assistentes Sociais de prontidão para atender todas as necessidades de seus pacientes.
Estes centros estão espalhados por todo o território brasileiro, onde sua principal função é: prestar atendimento psiquiátrico diariamente, organizar a rede básica de atenção á saúde mental, dar apoio às pessoas com problemas mentais e dependentes juntamente ás suas famílias e por fim possibilitar á estas pessoas a reinserção social, inclusive para o trabalho.

















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