sábado, 25 de setembro de 2010

27 Outubro dia Nacional e 1º Outubro dia Internacional do Idoso - CAPS GERAL SER VI - Terá uma semana de atividades!

O envelhecimento faz parte de nossa vida! É um processo natural que se inicia no momento em que nascemos. Não é questão a ser aceita ou tese da qual se possa discordar. A gente envelhece e ponto. Não há, porém, limites estabelecidos para o término de nossa caminhada neste mundo. Temos é que manter sempre acesa a chama do entusiasmo, pois a vida tem encantos para aqueles que gostam dela.
Em nossa sociedade, porém, envelhecer é passar da atividade para a passividade. Isso significa deixar de fazer para que façam pela gente, deixar de ser cidadã/ão, deixar de ser família, etc. Assim limitadas e isoladas, as pessoas perdem a razão de viver. É como se as pessoas idosas não tivessem valor, habilidades, direito à opinião própria, etc. Algumas expressões que se ouvem em nossa sociedade, e até em nossas famílias, em relação às pessoas idosas mostram essa mentalidade: "lugar de velho é em casa", "está ficando igual a criança, quer participar de tudo", "velho não tem mais nada para aprender".
Na Bíblia, também podemos perceber que a atitude frente às pessoas idosas nem sempre foi tão pacífica ou tão tranqüila como, às vezes, ouvimos e afirmamos. Podemos perceber na leitura da Bíblia que as pessoas idosas não têm uma vida sem problemas, sem dificuldades. Mas a exortação quanto ao respeito, à valorização da sabedoria dos mais velhos sempre aparece. O Salmista, por exemplo, compara as pessoas que andam com Deus como árvores viçosas cheias de vigor e de frutos mesmo na velhice (Sl 92.13-15). A Bíblia nos mostra um horizonte diferente daquele que percebemos na nossa sociedade.

"Até à vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda quando tiverdes cabelos brancos, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei."
(Is 46.4)

A família, a comunidade e a sociedade precisam dignificar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua liberdade, autonomia, bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. No contexto social temos várias formas agradáveis de viver esta fase da vida, participando de grupo de idosos, de dança, artesanato, realizando viagens, fazendo caminhadas, mantendo-se atualizado, freqüentando cursos e, desta forma, preenchendo significativamente o nosso envelhecer.
E você, que se considera nessa fase da vida, não pense no número de anos que já viveu. Pense, isto sim, em como desfrutar com muita coragem, perseverança e fé os anos que tem pela frente, dedicando-se a algo que lhe interesse e orgulhando-se de sua idade, por mais avançada que seja. Tudo isso manterá seu espírito alegre e juvenil. Enfrente, pois, o entardecer da vida com responsabilidade, alegria e muito amor. Esse entardecer não acaba em uma noite fechada, mas em um amanhecer cheio de esperança.
Vamos olhar para a pessoa idosa como ser humano integral, valioso e amado por Deus e por nós. Não podemos considerar apenas sua força física, mental e sua saúde. É preciso respeitar a personalidade formada, a riqueza da experiência acumulada. As pessoas idosas podem trazer de volta muitos valores perdidos pela sociedade de consumo e pela violência.

Dia 27/10 dia Nacional e 1º de Outubro dia Internacional do Idoso e o CAPS GERAL VI terá uma Semana de Atividades veja a programação!

PROGRAMAÇÃO.
Quinta-feira: 30/09/10
Manhã: “Coral da UNIFOR”, com a participação de uma de nossas usuárias: Sílvia dos Santos.

Segunda-feira: 04/10/10
Manhã: Vídeo Educativo.
Tarde: Exposição dos materiais produzidos nos grupos de T. O.
OBS: Oficina demonstrativa realizada por uma de nossas usuárias.
Canto e teatro e apresentação da monografia sobre arte terapia no CAPS AD SER VI.

Terça-feira: 05/10/10
Manhã: “Café da manhã para os idosos”

Quarta-feira: 06/10/10
Manhã: Verificação de Sinais Vitais. (Aux. Enfermagem – Ilná).
Tarde “Sala de Espera” – Assunto referente ao idoso. (Alunos de Enfermagem da FAMETRO)

Quinta-feira: 07/10/10
Manhã: “Momento de reflexão, celebração da vida.” (D. Gleydes).

Sexta-feira: 08/10/10
Manhã: “Reflexologia com o Enfermeiro Ivando”.
Caminhada dos usuários do Caps AD até o lago Jacareí onde roda de palestras e música.
Concentração 9:00 Local: Caps AD Ser VI. 
Tarde “ Encerramento da Semana do Idoso” - DANÇA.

Domingo 15/10/10
Confraternização com todos os CAPS em comemoração ao Dia Mundial da Saúde Mental, na praça José de Alencar.
Horário: 8:00 a 12:00.


Atenciosamente

EQUIPE CAPS GERAL-SER VI

                                       Organização: Drª. Rejane Melo e Ruby.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Oficina de Capacitação em Economia Solidária.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE / PMF) em parceria com a Rede Estrela de Iracema realizou no período de 17 à 22/08/10 a Oficina de Capacitação em Economia Solidária. Participaram várias organizações não governamentais e públicas, dentre os participantes o CAPS GERAL VI de Messejana, que enviou dois participantes: um usuário e um familiar.

A Oficina de Capacitação em Economia Solidária ocorreu na Associação do Santo Dias, no Parque Santa Maria. Participaram 11 comunidades das regionais de Fortaleza. As atividades foram distribuídas e conteúdos teóricos e práticos, constando em dinâmicas de grupos e simulação de comercialização de produtos.

Os representantes do CAPS GERAL VI de Messejana, Maria Auxiliadora Melo de Oliveira e Washington Oliveira Costa, retornaram da capacitação bastante motivados e dispostos a realizar os conhecimentos adquiridos com os demais participantes do grupo de produção.

Observamos nos depoimentos dos participantes a empolgação e a grande importância dessa capacitação para a melhor inserção para o mercado de trabalho.

“Aprendemos como as pessoas se reúnem para melhorar financeiramente”

“Não sabia que existia a economia solidária no Brasil!”

“Aprendi muito, pois eu não sabia nada de economia!”

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A terrível epidemia da depressão, pânico, fobias, ansiedades generalizadas...

Vira e mexe, a Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte: estamos cada vez mais próximos de uma falência efetiva global! Os transtornos de comportamento, distúrbios psíquicos e adição a drogas caminham para se tornar o maior problema de saúde do mundo!

Globalizamos a tristeza, os medos, a preocupação sem fim, a síndrome do pensamento disparado, que nos impede de ter acesso ao relaxamento, à alegria, ao prazer de viver. "Mortos-vivos" que, na sua linguagem cotidiana, repetimos de forma banal, expressões que nem percebemos:

-"Doutor, eu morro de medo de...."

-"E morro de preocupação com..."

-"Eu morro de tristeza com meus filhos..."

Enfim morre-se de algo terrível a cada segundo já que pela física quântica aplicada ao psiquismo humano "pensar equivale a uma realidade" para o cérebro. Afinal, este é um mero computador (hardware) que processa as três energias psíquicas: pensamentos, emoções e pulsões.

Softwares" que rodamos no cérebro. Ora, como este não sabe distinguir entre imaginação, sonhos ou realidade (o exemplo clássico é de um adolescente que consegue o orgasmo, ora se masturbando, ora tendo um sonho erótico, ora efetivamente transando com uma colega), chegamos assim ao "inferno mental": sofremos por antecipação nos angustiando com ideias negativistas, vendo um mundo-cão, devorando as notícias terríveis do caso Bruno, dos Nardoni e as atrocidades diárias que nos fazem negativistas, medrosos, descrentes com os nossos semelhantes!

Não vivemos, apenas sobrevivemos a mais um dia, mais um ano. E tudo isso, em meio a tecnologias avançadas com celulares que só faltam falar, TV’s de plasma, internet a nos viciar, games psicóticos, "fofocoterapias" graves nos Orkuts, Msn, Twitters e outras tecnofilias. Quanto mais sofisticados eletronicamente, mais falidos afetivamente!

Ninguém tem tempo de relaxar, ser feliz, olhar a lua, ver o dia nascer, fazer cafuné em quem ama, ser leal, dar e receber afeto, compreender o semelhante , respeitá-lo.

Abuso de bebida, de drogas, corrupção financeira, sexo promíscuo, suicídio, separações conjugais, dificuldades crescentes nas relações interpessoais em casa, no trabalho ou escola, na vida social...

E pensar que Deus nos criou para o prazer, alegria, serenidade para sonhar e ter paz de espírito!

Aonde nos perdemos deste caminho?!


 Eduardo Aquino (Médico, psiquiatra, neurocientista,paletrista)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Espiritualidade na vida e no consultório faz bem à saúde.


A fé pode curar um paciente? Quem frequenta a igreja fica menos doente ou até vive mais? E aquele doente que vai para a cirurgia com a medalha da santa na mão tem chances de se recuperar melhor do que o paciente cético? Médicos de diferentes áreas em todo o mundo independentemente de credo buscam comprovação científica para a relação entre espiritualidade e saúde. Nos EUA, a maioria dos cursos de medicina possui, na grade curricular, disciplinas que discutem doença, fé, cura e espiritualidade com os futuros médicos e como abordar o assunto com seus pacientes. Por aqui, a discussão começa a despontar.
Muitos dos inumeráveis estudos científicos são realizados por importantes universidades estrangeiras e publicados em revistas especializadas em medicina.
Em parte, diz o psiquiatra Harold Koenig, diretor do Centro para Estudos da Religião, Espiritualidade e Saúde da Universidade Duke (EUA), esse "reencontro entre Deus e medicina" partiu dos pacientes, que estão exigindo maior humanização no atendimento, e de constatações científicas de que a crença religiosa pode influir para o bem ou para o mal na saúde do homem.
Os cientistas descobriram que a religião dá aos pacientes mais tranquilidade para expor seus problemas e serenidade para se entregarem a procedimentos cirúrgicos, diz o cardiologista Roque Marcos Savioli, um dos pioneiros no Brasil a levar Deus para o consultório, ou melhor, a introduzir o assunto durante a consulta. Ele até sugere ao paciente mais religioso que reze junto com ele durante o exame clínico. "Isso é um calmante", diz o médico, autor de "Milagres que a Medicina Não Contou" e "Depressão - Onde Está Deus?" (ed. Ágape).

Koenig, o papa dos estudos sobre espiritualidade e medicina, afirma que, entre as 24 pesquisas que já realizou em 20 anos, a que mais o surpreendeu foi a que abordou o efeito da fé sobre o sistema imunológico.

Entre 1986 e 1992, foram colhidas 4.000 amostras sanguíneas de pessoas com mais de 65 anos que frequentavam regularmente a igreja ou não tinham hábitos religiosos. O objeto de estudo foi a interleucina-6, proteína do sangue que indica o estado do sistema imunológico. O nível da proteína foi maior entre os fiéis, "o que quer dizer melhor sistema imunológico".

Para aproximar médicos da vida espiritual de seus pacientes, o American College of Physicians, maior sociedade americana de especialidades médicas, sugere aos profissionais que, durante a anamnese, sejam feitas quatro questões. São elas: se a crença do paciente traz conforto ou estresse assim é possível saber como ele lida com a doença, se a religião poderia interferir no tratamento médico, se considera que sua saúde mental tem relação com a espiritualidade e se gostaria de falar a respeito de religião com o médico. Sobre este último tópico, uma pesquisa americana apontou que 77% dos pacientes gostariam que o médico falasse sobre religião, mas só 10% deles falam em Deus com seus pacientes, diz Savioli.

No entanto abordar o assunto pede cautela. "O paciente pode pensar que está morrendo e que só um milagre divino pode salvá-lo", brinca Koenig.

"Algumas crenças não dão esses benefícios que estão sendo descobertos pela ciência, pois não acreditam em um Deus pacífico, misericordioso, mas em um que pune e é severo. Se não acreditam no perdão, os fiéis se sentem culpados e ficam mais deprimidos, aumentando o nível de cortisol, reduzindo o sistema imunológico e, consequentemente, piorando o quadro clínico", diz Koenig.

E é nisso que se apóiam os críticos mais fervorosos da idéia de estreitar as relações entre medicina e religião. "Muitos pacientes atribuem a doença à punição divina e simplesmente ignoram qualquer tratamento médico, já que 'Deus quis assim'. Pelo excesso de fé, fiéis podem literalmente entregar nas mãos de Deus uma doença grave, negando qualquer tratamento médico", diz o professor de psiquiatria Richard Sloan, da Universidade de Colúmbia (EUA). Além disso, para ele, as metodologias dessas pesquisas não se sustentam, referindo-se a um dos estudos de maior repercussão: o poder da reza a distância.

Publicado na revista científica "American Heart Journal" em 2001, o estudo da Universidade Duke dividiu, em dois grupos, 120 pacientes cardíacos submetidos à angioplastia. Para um grupo de pós-operados, sem que soubessem, foram feitas orações por rabinos, pastores, padres, budistas, entre outros, durante um ano. Resultado: eles tiveram de 25% a 30% de redução dos efeitos colaterais como morte, insuficiência cardíaca e ataque cardíaco em relação aos demais. Essa foi a primeira fase do estudo chamado de Mantra (Monitoring and Actualization of Noetic Trainings). A segunda etapa, com 700 pacientes, acaba de ser concluída. E, surpresa, não houve alteração entre o grupo que recebeu as preces e o outro.

Para Sloan, "isso é ciência 'junkie', é perda de tempo. É difícil estabelecer um controle sobre o grupo, pois muitas pessoas já rezam para o doente". Para o psiquiatra Fabio Herrmann, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, pesquisas não fundamentadas podem provar qualquer coisa que se queira. "Mas não se pode negar o fato de que a igreja funcione como substituta da terapia. Aproxima as pessoas", diz ele, autor de "Psicanálise da Crença" (ed. Artmed).

Cruzada religiosa
O Instituto de Saúde dos Estados Unidos pretende aplicar US$ 3,5 milhões nos próximos anos em medicina do corpo e da mente, segundo reportagem de novembro da revista "Newsweek". Persistente na premissa de que os princípios da evolução e a idéia de Deus como criador são compatíveis, o magnata americano John Templeton, 92, aplica US$ 40 milhões por ano em pesquisas que tentam se aproximar de sua convicção."É por isso que, no Brasil, não há estudos como lá fora. Não existe investimento financeiro nesse campo de pesquisa", diz Alexander Moreira de Almeida, psiquiatra e coordenador do Neper (Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos). Para Koenig, nesse aspecto o Brasil hoje está como os Estados Unidos estavam dez anos atrás.

É importante lembrar que humanização ou qualidades como espiritualidade e religiosidade não se limitam a quem segue práticas como frequentar um templo e orar. "É estreitar a relação com o paciente, começando com pequenos detalhes, como um consultório mais simpático e acolhedor", afirma o dentista Dalton Luiz de Paula Ramos, professor de bioética da USP, membro da Pontifícia Academia Pro Vita, do Vaticano, e coordenador do Núcleo Fé e Cultura, da PUC.

"A espiritualidade faz parte da formação do caráter. A cultura influencia profundamente o desenvolvimento do caráter. Se faz parte da cultura, a religião faz parte do caráter", reflete Almeida.

m um ponto, médicos céticos ou não concordam: o paciente deve ser tratado como um ser completo. "Não é um coração que vai ao consultório, é um ser humano", diz o dentista e médico do Vaticano.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Transtornos mentais atingem 23 milhões de pessoas no Brasil.

Agência Brasil

BRASÍLIA - No Brasil, 23 milhões de pessoas (12% da população) necessitam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões de brasileiros (3% da população) sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.
De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, apesar de a política de saúde mental priorizar as doenças mais graves, como esquizofrenia e transtorno bipolar, as mais comuns estão ligadas à depressão, ansiedade e a transtornos de ajustamento.
Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas são afetadas por distúrbios mentais ou comportamentais. Os problemas de saúde mentais ocupam cinco posições no ranking das dez principais causas de incapacidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Dados da OMS indicam que 62% dos países têm políticas de saúde mental, entre eles o Brasil. No ano passado, o País destinou R$ 1,4 bilhão em saúde mental.
Desde a aprovação da chamada Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei nº 10.216/2001), os investimentos são principalmente direcionados a medidas que visam a tirar a loucura dos hospícios, com a substituição do atendimento em hospitais psiquiátricos (principalmente das internações) pelos serviços abertos e de base comunitária.
Em 2002, 75,24% do orçamento federal de saúde mental foram repassados a hospitais psiquiátricos, de um investimento total de R$ 619,2 milhões. Em 2009, o porcentual caiu para 32,4%. Uma das principais metas da reforma é a redução do número de leitos nessas instituições. Até agora, foram fechados 17,5 mil, mas ainda restam 35.426 leitos em hospitais psiquiátricos públicos ou privados em todo o país.
A implementação da rede substitutiva - com a criação dos centros de Atenção Psicossocial (Caps), das residências terapêuticas e a ampliação do número de leitos psiquiátricos em hospitais gerais - tem avançado, mas ainda convive com o antigo modelo manicomial, marcado pelas internações de longa permanência.
O País conta com 1.513 Caps, mas a distribuição ainda é desigual. O Amazonas, por exemplo, com 3 milhões de habitantes, tem apenas quatro centros. Dos 27 estados, só a Paraíba e Sergipe têm Caps suficientes para atender ao parâmetro de uma unidade para cada 100 mil habitantes.
As residências terapêuticas, segundo dados do Ministério da Saúde referentes a maio deste ano, ainda não foram implantadas em oito Estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Rondônia, Roraima e Tocantins.
No Pará, o serviço ainda não está disponível, mas duas unidades estão em fase de implantação. Em todo o Brasil, há 564 residências terapêuticas, que abrigam 3.062 moradores.









quarta-feira, 21 de julho de 2010

A deficiência do pouco caso








Ser deficiente é ser:
omitido, esquecido, 
maltratado.
É ser deixado de lado.
Ser deficiente
       É ser desrespeitado,
           É ser abandonado,
                 É ser tratado com descaso
                     É ser discriminado.
Ser deficiente
       É ser engraçado
           É ser ridicularizado
               É ser zombado
                   É ser enganado.
Ser deficiente
       É ser homens
           É ser mulheres
              É ser adolescentes
                  É ser crianças
                     É ser eleitores
                       É ser pagador de impostos
                             É ser cidadão responsável.
Ser deficiente
É ser uma grande parte da sociedade.
Que elege vereadores, prefeitos, deputados estaduais.
Que elege governadores, deputados federais, senadores e presidentes.
Ser deficiente.
É ser uma força poderosa.
Que alguns governos municipais, estaduais e federais não querem respeitar.
Ser deficiente.
É ser a gota d’água que falta
É ser voto que faz a diferença.
Ser deficiente também é o que define.


















Autor: Ancelmo Gomes Amorim.(Usuário de nossa unidade).


                                                      
                                              

terça-feira, 6 de julho de 2010

Festa Junina

Origem da Festa Junina

Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.
De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).
Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.
Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.

Festas juninas no Nordeste.
Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.

Comidas típicas
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

Tradições
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

O CAPS teve seu momento junino foi muito legal mesmo!
Devido ao evento da Copa do Mundo a decoração foi Brasil, África.


A decoração

Tivemos muitos problemas, mais não foi o suficiente para atrapalhar a realização do nosso Arraia.                                        
“1º Arraia da Nega Maluca da Casa do Cumpade Caps”, foi um sucesso, ou melhor, uma loucura de alegria.
                                                                    A Nega Maluca

Os organizadores


Os  pacientes


Os comes e bebes.

Foi maravilhoso ver a felicidade estampada no rosto de cada um deles, valeu, o Caps também é alegria,  festa é vida!