segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mantenha a mente ativa

Tão importante quanto fazer atividades físicas é exercitar o cérebro para garantir mais qualidade de vida.  

Academias lotadas, gente malhando. A estética do corpo tornou-se a principal preocupação de nove entre dez pessoas. Mas, seja gordo ou magro, não é só o fator físico que deve ser levado em consideração quando se pensa em qualidade de vida. Também o cérebro não só precisa como deve ser constantemente trabalhado. Manter a mente ativa é um dos caminhos para se viver bem.
“É preciso exercitar nosso cérebro e, para isso, pode-se realizar diferentes atividades que estimulem seu funcionamento”, recomenda a psicóloga Adriana Takahashi. “Da mesma maneira que mantemos a linha praticando exercício físico, o cérebro também precisa de atividade para ficar em forma”, explica.
Adriana enumera várias atividades para exercitar a cabeça e que ajudam a aliviar as tensões do dia a dia. São procedimentos simples e que podem ser feitos em casa, a qualquer hora. “Ler livros, praticar o raciocínio e a memória por meio de jogos, fazer esporte, desenhar e alimentar-se bem são apenas alguns deles. Tudo isso contribui para aliviar também o estresse e a ansiedade, que são os fatores que mais prejudicam o indivíduo, pois afetam diretamente a cognição. Ou seja, nossas capacidades de concentração, memória e raciocínio ficam comprometidas”, afirma à psicóloga.
Conscientizar as pessoas para a importância de ativar a mente é a proposta do projeto Cérebro Melhor, cujo site foi lançado em 2010. De acordo com Ricardo Marchesan, um dos idealizadores, os exercícios foram desenvolvidos na forma de jogos que ajudam a melhorar a capacidade de memória, a atenção, linguagem, raciocínio lógico e visão espacial. O site disponibiliza gratuitamente algumas dessas atividades.
Adriana Takahashi afirma que qualquer exercício que estimule o cérebro é válido para todas as pessoas. Contudo, ela salienta que maiores dificuldades são encontradas pelos moradores das grandes cidades. “Não existe idade ou tempo certo para manter a mente saudável. Porém, sabemos que quem vive em grandes metrópoles o estresse é praticamente inevitável. Mas algumas atitudes simples ajudam a aliviar as tensões. No trânsito, por exemplo, ouça música, leia um livro, cante. Também se auto proporcione momentos de lazer e bem estar, vá ao parque para apreciar a natureza, faça viagens, vá ao cinema, saia com os amigos. O importante é tentar manter a mente, o corpo e a psique em harmonia”, recomenda Adriana.
Marchesan tem a mesma opinião de que não há idade para começar a ativar a mente. “Qualquer pessoa, mesmo uma criança, já pode fazer exercícios para o cérebro, pois terá benefícios futuros”. Citando pesquisas, ele afirma que é na faixa dos 40 a 50 anos que as pessoas começam a notar que a cabeça já não está tão ágil como de costume. “Nessa fase, a perda cognitiva já se tornou mais perceptível. Então, o ideal é começar a se preocupar com seu cérebro desde cedo”.
Para as pessoas que sempre trabalharam e que agora estão aposentadas, a recomendação é continuar com alguma atividade. “Quando a pessoa trabalha, ela geralmente recebe uma grande dose de estímulos cognitivos diários no próprio ambiente da empresa. Porém, quando ela se aposenta, esses estímulos cessam abruptamente e o cérebro, assim como um músculo, começa a regredir. Então, torna-se ainda mais importante para a pessoa manter seu cérebro estimulado”, explica Marchesan.
Pesquisas comprovam que o cérebro tem a capacidade de melhorar a qualquer momento. Como outro músculo do corpo, este órgão, se não for usado, tende a se atrofiar. Para que isso não ocorra só há um caminho – trabalhar constantemente seu funcionamento.

Recomendações importantes para ativar a nossa mente.
Engana-se quem pensa que as atividades para o cérebro são só para pessoas idosas. Devem ser praticadas desde pequeno e não envolvem apenas exercícios, mas também cuidados com a saúde. Confira cinco dicas para ter a mente ativa.

Sono
Estado em que o cérebro analisa e consolida todas as novas informações adquiridas durante o dia, armazenando-as como memória. Desta forma, um bom sono é o principal elemento para um melhor desempenho cerebral.

Alimentação
Uma alimentação balanceada, além de fazer bem para o corpo, também beneficia o cérebro. O omega-3, a vitamina B e os antioxidantes são importantes para a saúde cerebral, conforme pesquisas científicas.

Relaxamento
Controlar o estresse e praticar a meditação trazem benefícios ao cérebro. A meditação, por exemplo, engrossa as partes do córtex cerebral, responsável pela tomada de decisão, atenção e memória.

Exercícios físicos
A prática diária de exercícios apresenta melhorias no desempenho cerebral, conforme alguns estudos. O bom funcionamento do sistema cardiovascular, por exemplo, garante a irrigação sanguínea do cérebro.

Estímulo cognitivo
Realizar o treinamento cerebral ajuda, e muito, a melhora das habilidades cognitivas.

sábado, 4 de agosto de 2012

Como controlar a ansiedade e diminuir o medo injustificado: Enfrentando a fobia e o medo na crise de pânico.


A alta ansiedade ocorre por um sinal alarmante de que um perigo está próximo e nosso organismo tenta combate-lo. Descubra se você está com pânico ou uma ansiedade exagerada.
O descontrole da ansiedade pode levar à crise denominada Síndrome de Pânico ou transtorno de Pânico. O excesso de ansiedade gera um gasto de energia e uma concentração de pensamentos negativos sobre um perigo que, na maioria das vezes, é irreal ou uma distorção da realidade.
Neste post iremos explicar um pouco sobre como criamos o medo e revelar um pouco sobre um método conhecido para superar a ansiedade.
Este processo chama-se de ancoragem e consiste numa técnica muito eficaz para controle e redução da ansiedade.
Nós desenvolvemos um medo natural ou precaução necessária para estar preparado para enfrentar novas situações. Esta ansiedade natural é bem vinda e necessária para nos motivar a um objetivo. Porém quando esta ansiedade está exagerada, ao invés de melhor nos preparar, ela inibe nossa atuação, alimentando pensamentos de perigo, mesmo que estes não existam.
Uma forma de diminuir esta alta ansiedade é provocar o relaxamento, por meio da respiração diafragmática.
Mas quando estamos enfrentando um medo que não é real – aquela sensação de ansiedade ou nervosismo que faz mal para o estômago - enfrentamos uma “resposta de medo injustificado automatizado”, que não nos permite relaxar ou modificar a respiração para poder ajudar a diminuir a ansiedade.
Aqui você vai aprender uma técnica que sempre ajuda (quando usado corretamente), porque ela atua na mesma parte do seu sistema nervoso que está causando a ansiedade.
Como se cria medo – ou qualquer outro sentimento.
A primeira coisa a entender é como criar medo no sistema nervoso humano.
A maneira como você se sentir em qualquer momento no tempo é um resultado direto de duas coisas: Concentre-se e sua fisiologia.
O foco é a maneira que você está usando sua mente; suas crenças, o que você está pensando, e da linguagem que você usa dentro de sua cabeça para descrever coisas para si mesmo.
A fisiologia é a maneira que você está usando seu corpo, sua postura, sua respiração, e até mesmo coisas como você está cansado e se você tem bebido muito café ou água.
A técnica consiste em atuar conjuntamente com a mudança de pensamentos e a mudança fisiológica no corpo para redução da ansiedade. 
No tratamento terapêutico você, junto com um profissional Psicólogo, vai trabalhar as crenças distorcidas, que impedem o bom funcionamento de seus pensamentos, para que consiga reformular estas crenças, alterando sua visão sobre o mundo e sobre o futuro.
No tratamento fisiológico você vai aprender a alterar metabolicamente seu organismo, por meio de uma técnica de respiração e de relaxamento que vai permitir maior concentração de hormônios necessários para o bom funcionamento orgânico, melhor oxigenação do cérebro e melhor distribuição sanguínea.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Estímulo e Qualidade Afetiva


Os estímulos do meio ambiente externo e interno captados pelo organismo podem ser categorizados, não só pelos seus aspectos físicos (“Isto é café; aquela é uma xícara”), como, também, conforme a resposta emocional do indivíduo ao estímulo (“Este café está ótimo!”). Deve ser dito que qualquer estímulo pode ser percebido pela sua qualidade afetiva e esta, por sua vez, irá influenciar os termos que utilizamos para descrevê-lo para as outras pessoas ou para nós mesmos.
As regiões cerebrais subcorticais encarregadas de responderem a certos fatos ou situações com emoções já estão presentes nas crianças recém-nascidas, isto é, naquelas que ainda não aprenderam a falar. Por outro lado, as regiões do cérebro ligadas à fala só irão se desenvolver mais tarde. Assim, somente a partir dos três anos, a criança que se sentiu bem ou mal, triste ou alegre, animada ou desanimada poderá traduzir a “linguagem/sentimento” do organismo para a linguagem através de palavras. Os termos que empregamos para expressarmos as emoções sentidas variam conforme a cultura, pois cada uma tem seu vocabulário próprio, alguns muito mais ricos que outros.
Os sentimentos, conforme esse foco, são percepções e, nesse sentido, são comparáveis a outras percepções. Por exemplo: as percepções visuais correspondem a objetos exteriores ao corpo, cujas características físicas - luz, cores, formato, posição, movimento, etc. - alteram o estado das nossas retinas e modificam temporariamente os padrões sensitivos dos mapas do sistema visual. Os sentimentos, do mesmo modo, também têm um objeto imediato que está na origem de uma série de sinais que transitam através de mapas dentro do cérebro. Como no caso da percepção visual, uma parte do fenômeno ocorrido no sentimento se deve à construção interna que o cérebro faz de aspectos do objeto que está sendo focalizado.

Mas os objetos e as situações que constituem as origens imediatas dos sentimentos estão colocados no corpo e não fora dele, como a xícara e o café estão; não há, como na visão, gosto e olfação, sensações diretas do objeto. Os objetos imediatos provocadores do percebido, como a quentura, a cor, os movimentos da mão e o sabor do café atuam como conteúdos para o objeto mental (psicológico) e os sentimentos desencadeados.

Chamo a atenção do leitor para o enfatizado acima, pois quando há referência ao objeto “de uma emoção ou de um sentimento” é necessário qualificar a diferença, ou seja, deixar bem claro qual objeto está sendo referido. Segundo o dicionário “Houaiss”, o verbete “objeto” pode ser entendido, entre outras coisas, como: 1- coisa material que pode ser percebida pelos sentidos; 2- coisa mental ou física para a qual converge o pensamento, um sentimento ou uma ação; 3- Filosofia - qualquer realidade investigada em um ato cognitivo, apreendida pela percepção e/ou pelo pensamento, que está situada em uma dimensão exterior à subjetividade cognoscente; por oposição a sujeito; 4- Psicologia - aquilo que é discriminado no ato de percepção, representação ou pensamento pela universalidade dos indivíduos, independente dos desejos e opiniões destes.

Como se nota, o verbete “objeto” pode ser entendido como “coisa material que pode ser percebida pelos sentidos”, ou seja, existente fora da pessoa, objetiva, e, também, “coisa mental, representação, pensamento pela universalidade dos indivíduos, etc.”, isto é, existente internamente, na mente da pessoa, subjetiva.

Assim, quando falamos acerca do panorama observado, como, por exemplo, uma tempestade, ventos, trovões, relâmpagos e raios, eles podem ser chamados de objetos (informações físicas que são percebidas ou detectadas através dos nossos órgãos dos sentidos). Deve ser notado que tais informações (estímulos físicos) podem provocar emoções.

O estado corporal emocional criado, que pode ser resultante da observação da tempestade, recebe também o nome de “objeto”, mas, nesse caso, pode ser definido como “coisa mental ou física para a qual converge o pensamento, um sentimento ou uma ação”. É esse último “objeto” que dá origem ao que se denomina sentimento. Ele é um objeto, cuja percepção irá servir de base à essência do sentimento, nos provocando sensações corporais agradáveis ou desagradáveis. Portanto, há uma tempestade real, com trovoadas e relâmpagos, fora da mente da pessoa observadora, mas há internalizado na mente do observador uma “outra” tempestade com relâmpagos e trovoadas. Esta última somente está presente como realidade subjetiva, capaz de provocar emoções diferentes conforme cada indivíduo particular. Por outro lado, a “tempestade física” é uma só; um objeto “objetivo” e não subjetivo.

Esse é um atual problema das ciências exatas. Sua “exatidão” é, em parte, ilusória. Sem dúvida, sabemos que há uma realidade externa que nos estimula (tempestade, gosto e cheiro do café), estudada e “comprovada” em muitos aspectos. Entretanto, sempre - não há como escapar disso - nós, os seres humanos e outros animais, utilizamos do objeto interno, do subjetivo. Nunca podemos alcançar o objeto de fora, pois produzimos, utilizando as informações recebidas, com os órgãos sensoriais que possuímos (não os do cão, águia, sapo ou abelha), uma representação do objeto existente no exterior.

O objeto existente no interior do cérebro do indivíduo, o imediato e provocador do sentimento, bem como a representação desse objeto, é construído a partir da reunião de várias partes percebidas; sons, luzes, mudança de temperatura, umidade, etc., ou seja, um fenômeno natural que alguns dão o nome de “tempestade”. As partes reconstruídas do objeto pela mente podem se influenciar mutuamente numa espécie de processo reflexivo ou reverberante (persistência de um som ou sinal depois de ter sido extinta sua emissão por uma fonte).

Explicando melhor. Suponhamos que você, ao mexer nos retratos antigos, olha com mais interesse para um deles, isto é, fixa e seleciona uma fotografia muito especial, a de uma pessoa muita amada durante a juventude. Tudo indica que a foto, ela mesma, não irá mudar - a não ser por ações de baratas e formigas -, no pior das hipóteses poderá adquirir um ligeiro amarelão que, neste caso, poderá ser até charmoso. Por mais que fitemos a fotografia, olhando-a de longe, de perto, de cabeça para baixo, etc., a amada sonhada nos tempos idos lá permanece dando seu belo e costumeiro sorriso, próprio dos jovens.

Entretanto, o objeto mental, o interno, de quem está olhando, por estar em nossa mente agora e não lá naqueles tempos saudosos, nos evocarão sentimentos misturados. Um primeiro sentimento será um calorzinho, uma batida um pouco mais forte no coração, uma opressão no tórax, etc. (as sensações totais ficam por conta do leitor). Em cascata, cada uma das lembranças focalizadas ou selecionadas, sem nenhum esforço de nossa mente cansada e saudosa, aleatoriamente irão criar outras e outras lembranças, todas elas carregadas de diversos sentimentos: o primeiro encontro, o medo de não ser correspondido, a segurança da conquista, o primeiro passeio, o beijo desajeitado mais perto do nariz que dos lábios...

Mas, também e lamentavelmente, vão surgindo outras e outras recordações, uma dando origem à outra. Algumas lembranças podem ser negativas: as primeiras brigas, mais brigas, as tréguas e os armistícios, novas lutas e a separação final carregada de tristeza e alívio, tudo quase ao mesmo tempo. Em cada instante o objeto mental vai sendo modificado; ora ficamos calmos, ora alegres; às vezes, decepcionados, irados ou culpados. Em certos momentos, lágrimas molham nossos olhos de saudade, noutros, suspiros de alívio por estar longe dos contratempos. Tudo numa constante transformação. Enquanto isso minha ex-amada está paralisada, presa à imagem, sempre sorridente e, pior ainda, sem se importar com meus sentimentos. Mulher maldita! Não posso gostar de uma mulher assim, que pouco se importa com meus sofrimentos. Rasgo o retrato e ponho-o no lixo. Na manhã seguinte, arrependido retira-o com cuidado do meio dos papéis e cascas de laranja; colo parte por parte. Com extremo cuidado, guardo-o novamente com carinho, junto de outras recordações. Antes do ato final, peço perdão a minha ex-amada pela violência, dou-lhe um beijo e guardo-a num envelope cor-de-rosa. A maldita continua sorrindo. Seria de mim?

Faça seu teste, meu querido leitor: lembre-se de um episódio semelhante ao descrito, de um amor, de um grande amigo, da turma do primário, do científico, da universidade, de uma festa ou viagem. Observe o retrato que você guardou há anos. Procure-o, não desista; ele deve estar lá, esquecido nos álbuns ou nas caixas de papelão de sapatos. Procure observá-lo com calma e com tempo, sozinho, sem que haja ninguém por perto para importuná-lo.

Em seguida, faça uma regressão; retorne ao passado, ao tempo antigo da inocência e dos sonhos grandiosos. Lentamente, respirando calmamente, comece a “navegar” através das ondas emocionais e imagens que vão brotando e se dissipando em sua mente. Vai lhe emocionar mais que a de um filme.

Tente perceber, ao mesmo tempo em que vai assistindo as cenas que vão sendo exibida na sua tela particular, também seu estado emocional/corporal interno. De outro modo, procure se informar do que está sentindo diante e conforme cada quadro que está sendo mostrado ou rodado no seu filme especial e particular. Descubra, sintetizando, um nome bonito para esse novo filme que você criou nesse momento de folga. Para ajudá-lo, lembrando-se dos meus retratos examinados, sugiro o título: “Um regresso ao passado”: com produção e direção de XZ; você e sua amada serão os protagonistas principais dessa linda e triste história de amor.

Caso não tenha gostado desse nome, talvez você goste de algum dos seguintes: “Como era verde meu vale”; “Acima de qualquer suspeita”; “Um romance muito perigoso”; “Uma história de amor”; “A malvada”; “Encontros e desencontros”; “Paixão e loucura”; “Cruel desengano”; “Quanto mais idiota melhor”; “Assim estava escrito”; “Segredos do passado”; “A outra face da verdade”; “Meu primeiro amor”; “Paixão eterna”; “Um amor verdadeiro”; “Suplício de uma saudade”; “Em algum lugar do passado”; “Tarde demais para esquecer”; “Aconteceu naquela noite” ou “Tudo por amor”.

Não gostou? Paciência! Não me lembro de outros títulos. Invente um melhor. Estamos conversados.

Os sentimentos construídos pela mente do observador de um objeto externo e distante, como no exemplo do exame dos retratos antigos, não são de todo uma percepção passiva. A imagem ou representação global, uma vez instalada, formada por diversas partes, irá provocar sentimentos de alegria ou de tristeza, de raiva ou de solidariedade, tudo fabricado por nossa mente, sem nenhum esforço nosso. É como um filme sem roteiro, que, a cada instante, mostra cenas diferentes e aleatoriamente. Diante de cada cena surgem emoções diferentes que dão origem a sentimentos também diferentes que podem ou não ser descritos através de palavras: “Eu estava feliz naquele dia”; “Como fui ingênuo”; “Devia ter sido mais condescendente”; “Como aguentei aquela diabinha maluca”; “Perdi uma mulher extraordinária. Que bobeira; nunca mais descobri outra igual”.

Durante todo o processo do sentimento - produção e recordação - que pode durar segundo, minutos e dias, paralelamente ocorre um recrutamento dinâmico no corpo: uma mudança continuada do metabolismo, liberação de neurotransmissores e peptídeos, contrações musculares ou relaxamentos, tudo isso conforme as variações dinâmicas das diversas imagens formadas durante nossa viagem à percepção do retrato da paixão de nossa vida, isto é, do sentimento produzido

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Depressão clínica


Depressão é comum e pode atacar qualquer um de nós em qualquer momento. De acordo com a Fundação de Saúde Mental 10% da população do Reino Unido e Estados Unidos irá experimentar alguma forma de depressão todos os anos. Há vários tipos diferentes de depressão que varia de leve a grave, e dentro de cada tipo, os sintomas, sua intensidade e duração, todos irão variar de pessoa para pessoa. Formas mais suaves de depressão podem ter pouco impacto sobre a vida de alguém e muitas vezes espontaneamente desaparecerá após um período relativamente curto de tempo, depressão Bipolar caracteriza-se pelas flutuações intensas entre mania e depressão, Seasonal Affective Disorder ou SAD é um tipo de depressão que ocorrem durante os meses de Inverno e acredita-se estar relacionado com a falta de luz solar, Post Natal depressão pode afetar uma mulher após o nascimento de um bebê, mas a forma mais comum de depressão é a depressão clínica, às vezes chamado de depressão Unipolar ou depressão maior.
A depressão clínica pode ser definida como uma depressão tão grave como a exigir a intervenção de um profissional de saúde. Ele é muito mais do que sentindo para baixo, ou farto, algo que todos nós experimentam às vezes. Alguém que é clinicamente deprimido apenas não pode escapar dele e não pode desligá-lo assim que se os sintomas da depressão persistirem por mais de um par de semanas e interferem com rotinas normais de uma pessoa em uma base diária, talvez afetando suas comer e dormir padrões, seu trabalho, relacionamentos ou sua capacidade de ter prazer em atividades apreciaram uma veze não pode ser atribuída a uma causa óbvia, como luto, ou álcool ou abuso de substâncias e, em seguida, a depressão clínica pode ser diagnosticada. Intervenção é necessária para ajudar alguém com depressão clínica receber de volta ao normal, sem tratamento, ele poderia continuar indefinidamente.

Sintomas da depressão clínica
Existem vários sintomas associados com depressão clínica, mas os mais comuns incluem:
O humor baixo e tristeza para a maior parte do tempo.
O desinteresse e falta de prazer na maioria das atividades, incluindo sexo.
Peso ganho ou perda de apetite aumentado ou diminuído associado.
Perturbações do sono o - insônia e hipersonia.
Sentindo exausto quando acorda.
A irritabilidade, agitação e inquietação.
Sentindo culpado, inútil e/ou impotente.
A incapacidade para se concentrar e focar.
A indecisão.
Cansaço e perda de energia.
Dores físicas o e dores ou problemas digestivos
Pensamentos recorrentes o de morte ou suicídio.

Os sintomas podem variar de leve a grave e eles irão variar com cada indivíduo. Em outras palavras, não há um único conjunto identificável de sintomas que indicam depressão clínica e a única maneira de assegurar o diagnóstico correto é procurar a ajuda de especialistas, profissional de saúde que irá perguntar sobre os sintomas, sua duração e gravidade, circunstâncias pessoais e histórico médico e casos de depressão recorrente da família. Em seguida, podem considerar-se as opções de tratamento mais adequadas.

Opções de tratamento
Depressão clínica será normalmente exigem o uso de antidepressivos por um período de tempo, geralmente por seis meses ou assim e às vezes mais. Ele pode levar várias semanas para qualquer medicação entrem em vigor assim que é importante perseverar com eles, mesmo se não houver nenhuma melhoria inicial. Existem vários tipos de antidepressivos e irá variar o efeito de qualquer medicação, positivo e negativo, mas como diretriz geral, se não houver nenhuma melhoria após seis semanas ou assim, ou se existem efeitos colaterais significativos, então o GP pode prescrever outra medicação até que um é encontrado que combina com o indivíduo. Os antidepressivos nunca devem ser interrompidos subitamente como isso pode ser prejudicial, é necessário reduzir a dose lentamente ao longo de um período de tempo sob a orientação de um médico qualificado.
Falando de terapias e aconselhamento também podem ser uma opção para leve a depressão moderada. Estes tipos de terapias podem ser útil na mudança de padrões de pensamento negativo e comportamentos que contribuem para o estado de depressão. Falando através de problemas e olhando para problemas aprofundados podem oferecer novas ideias e estratégias de resposta possível.

Conclusão
Não há nenhum uma única causa de depressão clínica e nenhuma maneira de saber quem irá desenvolvê-lo. Certamente, alguns grupos de pessoas aparecem mais correm o risco de tornar-se clinicamente deprimido do que outros, como o socialmente isoladas, a longo prazo, doente e portadores de deficiência, pais solteiros e desempregados. Baixos níveis de neurotransmissores como serotonina e ácidos graxos essenciais são encontrados em pessoas que estão deprimidas sugerindo fatores biológicos podem ser envolvidos e depressivos transtornos parecem correr em famílias que indica que a genética poderia desempenhar um papel. Às vezes, até mesmo a forma como vemos o mundo ou como pensamos sobre nós mesmos podem nuvem nossa percepção e desencadear depressão. O importante é procurar o Conselho se ele começa a afetar a sua vida diária, porque independentemente de sua causa, a ajuda está disponível, depressão pode ser tratada e vida pode voltar ao normal

terça-feira, 19 de junho de 2012

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE

Personalidade é definida pela totalidade dos traços emocionais e de comportamento de um indivíduo (caráter). Pode-se dizer que é o "jeitão" de ser da pessoa, o modo de sentir as emoções ou o "jeitão" de agir.
Um transtorno de personalidade aparece quando esses traços são muito inflexíveis e mal ajustados, ou seja, prejudicam a adaptação do indivíduo às situações que enfrenta, causando a ele próprio, ou mais comumente aos que lhe estão próximos, sofrimento e incomodação. Geralmente esses indivíduos são pouco motivados para tratamento, uma vez que os traços de caráter pouco geram sofrimentos para si mesmos, mas perturbam suas relações com outras pessoas, fazendo com que amigos e familiares aconselhem o tratamento. Geralmente aparecem no início da idade adulta e são cronificantes (permanecem pela vida toda) se não tratados.
As causas destes transtornos geralmente são múltiplas, mas relacionadas com as vivências infantis e as da adolescência do indivíduo.
O tratamento desses transtornos é bastante difícil e igualmente demorado, pois em se tratando de mudanças de caráter, o indivíduo terá de mudar o seu próprio "jeito de ser" para que o tratamento seja efetivo.


EXISTEM MUITOS TIPOS DESSES TRANSTORNOS, COMO SE VÊ A SEGUIR:

Transtorno de Personalidade Paranóide:
Indivíduos desconfiados, que se sentem enganados pelos outros, com dúvidas a respeito da lealdade dos outros, interpretando ações ou observações dos outros como ameaçadoras. São rancorosos e percebem ataques a seu caráter ou reputação, muitas vezes ciumentos e com desconfianças infundadas sobre a fidelidade dos seus parceiros e amigos.

Transtorno de Personalidade Esquizóide:
Indivíduos distanciados das relações sociais, que não desejam ou não gostam de relacionamentos íntimos, realizando atividades solitárias, de preferência. Pouco ou nenhum interesse em relações sexuais com outra pessoa, e pouco ou nenhum prazer em suas atividades. Não têm amigos íntimos ou confidentes, não se importam com elogios ou críticas, sendo frios emocionalmente e distantes.

Transtorno de Personalidade Esquizotípica:
Indivíduos excêntricos e estranhos, que têm crenças bizarras, com experiências de ilusões e pensamento e discurso extravagante. Falta de amigos e muita ansiedade no convívio social.

Transtorno de Personalidade Borderline:
Indivíduos instáveis em suas emoções e muito impulsivos, com esforços incríveis para evitar abandono (até tentativas de suicídio). Têm rompantes de raiva inadequada. As pessoas a sua volta são consideradas ótimas, mas frente a recusas tornam-se péssimas rapidamente, sendo desconsideradas as qualidades anteriormente valorizadas. Costumam apresentar uma hiper-reatividade afetiva, em que as situações boas são ótimas ou excelentes, e as ruins ou desfavoráveis são péssimas ou catastróficas.

Transtorno de Personalidade Narcisista:
Indivíduos que se julgam grandiosos, com necessidade de admiração e que desprezam os outros, acreditando serem especiais e explorando os outros em suas relações sociais, tornando-se arrogantes. Gostam de falar de si mesmos, ressaltando sempre suas qualidades e por vezes contando vantagens de situações. Não se importam com o sofrimento que causam nas outras pessoas e muitas vezes precisam rebaixar e humilhar os outros para que se sintam melhor.

Transtorno de Personalidade Antissocial:
Indivíduos que desrespeitam e violam os direitos dos outros, não se conformando com normas. Mentirosos, enganadores e impulsivos, sempre procurando obter vantagens sobre os outros. São irritados, irresponsáveis e com total ausência de remorsos, mesmo que digam que têm, mais uma vez tentando levar vantagens. Podem estabelecer relacionamentos afetivos superficiais, mas não são capazes de manter vínculos mais profundos e duradouros.

Transtorno de Personalidade Histriônica:
Indivíduos facilmente emocionáveis, sempre em busca de atenção, sentindo-se mal quando não é o centro das atenções. São sedutores, com mudanças rápidas das emoções. Tentam impressionar aos outros, fazendo uso de dramatizações, e tendem a interpretar os relacionamentos como mais íntimos do que realmente são.

Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva:
Indivíduos preocupados com organização, perfeccionismo e controle, sempre atento a detalhes, listas, regras, ordem e horários. Dedicação excessiva ao trabalho dá pouca importância ao lazer. Teimosos, não jogam nada fora ("pão-duro") e não conseguem deixar tarefas para outras pessoas.

Transtorno de Personalidade Esquiva:
Indivíduos tímidos (exageradamente), muito sensíveis a críticas, evitando atividades sociais ou relacionamentos com outros, reservados e preocupados com críticas e rejeição. Geralmente não se envolvem em novas atividades, vendo a si mesmos como inadequados ou sem atrativos e capacidades.

Transtorno de Personalidade Dependente:
Indivíduos que têm necessidade de serem cuidados, submissos, sempre com medo de separações. Têm dificuldades para tomar decisões, necessitam que os outros assumam a responsabilidade de seus atos, não discordam, não iniciam projetos. Sentem-se muito mal quando sozinhos, evitando isso a todo custo.

O tratamento desses transtornos baseia-se na Psicoterapia (de orientação analítica ou comportamental na maioria dos casos) e Psicanálise. Algumas vezes deve-se também tratar outros transtornos que se desenvolvem juntamente com esses, e na maioria das vezes, por causa desses. Aparecem comumente depressão e ansiedade associadas a esses transtornos. A procura pelo atendimento é geralmente estimulada pelos amigos e familiares, que são muito mais incomodados pelo transtorno que o próprio indivíduo. Não se pode esquecer que muitas dessas características fazem parte dos traços normais de muitos indivíduos, e somente quando esses traços são muito rígidos e não adaptativos é que constituem um transtorno.

Banana para depressão.


Banana pode reduzir depressão revela estudo.
O departamento de pesquisas e desenvolvimento das Filipinas através do FNRI (Food and nutrition research institute) realizou uma pesquisa, aonde chegaram à conclusão que a banana é uma aliada importante para a depressão.
A banana possui um alto nível de triptofano é um aminoácido essencial utilizado pelo cérebro que o é convertido naturalmente em serotonina, que é um neurotransmissor responsáveis por processos como o humor e o sono. Comer duas ou três bananas por dia é um excelente remédio para superar a depressão.
Além dessa sensação de bem estar, a banana ainda possui diversos benefícios para nosso organismo, ela é portadora de fibras, magnésio, potássio, os pesquisadores observaram outras virtudes da banana para a saúde, como os altos níveis de vitamina A, C, K e B6, especificamente, é essencial na dieta e sua ausência pode provocar insônia, fraqueza e irritabilidade. Os cientistas destacam que a vitamina regula o nível de glicose no sangue, o que também repercute no estado de ânimo das pessoas. O instituto acrescenta que a banana não produz colesterol nem causa obesidade, reduz o risco de ataques cardíacos e contribui para reforçar a massa muscular e a energia, especialmente nas crianças.
Comer chocolate todos os dias com certeza é gostoso, mas o resultado disso provavelmente são kilos a mais o que não vai ajudar muito na luta contra a depressão, agora adicionar uma banana a sua alimentação com certeza vai trazer muitos benefícios, não somente para ajudar na cura da depressão, vai ajudar você a estar em forma também.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A mulher com depressão na menopausa: perda da autoestima e a depressão no climatério.

A depressão na mulher no período da menopausa ou depressão no climatério é um sintoma mais comum do que se pensa, pois neste período as alterações hormonais e a perda da fertilidade são fatores que contribuem para formação e manutenção de pensamentos negativos sobre si, sobre os outros e sobre o mundo. 

A depressão na menopausa pode ser pre-diagnosticada pelos sintomas de isolamento, cansaço, perda de apetite, desâmino geral, falta de forças, sono constante, sentimentos de desgaste do corpo, alterações da libido e do prazer, tristeza profunda, choro sem motivos e irritação.

Dentre os principais sintomas psíquicos atribuídos ao período da menopausa, encontra-se; a perda da autoestima acompanhada de labilidade afetiva, irritabilidade, prejuízo da adaptação social, dificuldade de concentração e memória, além de uma séries de queixas relacionados a esfera sexual, perda do interesse e irritação pela dor no ato sexual.

Encontram-se, também, relatos anedotais de distúrbio de conduta, tais como compulsões e roubo em lojas e pequenos comércios.

Cerca de 25% das mulheres, têm sintomas suficientemente sérios aos quais se recomenda a terapia de reposição hormonal, enquanto 50 % têm sintomas insignificantes, que duram cerca de um ano e, as 25 % restantes não sentem nenhum sintoma característico do climatério.

Comenta à respeito das sensações desarmoniosas, sendo muito comum entre as mulheres no climatério,  observadas através de sintomas físicos, emocionais,  sociais agrupados, como variações de humor, insônia, depressão, irritabilidade, fadigas, tonturas, dores de cabeça, palpitações, dormência ou formigamento de extremidades. Estas alterações podem ocorrer simultaneamente, uma vez que situações novas podem estar acontecendo com a mulher, desde a mudança de seu corpo à perda de papéis na família e na sociedade.

A síndrome menopausa, é composta pelos chamados sintomas vasomotores e pelas modificações  atróficas, entre eles o mais  frequente e incômodo são as ondas de calor  também denominados de fogachos, que ocorrem  inicialmente, de preferência, no período noturno, trazendo perturbações no sono. As ondas de calor perduram em geral, por um à dois anos e desaparecem gradativamente. Os fogachos acometem cerca de 75% das mulheres no período climatérico, enquanto outros sintomas presentes nesta fase são: depressão, episódios de cefaleia, transtornos emocionais que são pouco valorizados como indicativos de  hipoestrogenismo e interpretados como sendo de causas  psicológicas originadas de conflitos  cotidianos, comuns nesse período da vida.

Acredita que a menopausa provoca transformações físicas e emocionais na mulher, da mesma forma que a puberdade e a gravidez, sendo que os movimentos biológicos ocorrem em velocidades diferentes dependendo de cada mulher. Nota-se, a presença de três sintomas presentes na mulher durante a menopausa resultante da diminuição dos níveis de hormônios femininos. São eles: fogachos (súbitas ondas de calor no rosto, pescoço e tórax), atrofia vaginal (perda da umidade e elasticidade da vagina) e osteoporose (perda da densidade óssea).

Nem todas as mulheres veem esta ‘idade sinistra como uma calamidade, sendo possível superar este estado intermediário sem tantos estragos e descobrir que depois, há um estágio mais estável. Entretanto, este problema não pode ser resolvido igualmente por todas as mulheres e aquelas que sofrem com mais profundidade, não podem se culpar ou for culpada.

Esclarece que a idade da mulher no período da menopausa é uma situação muito pessoal e cada uma tem seu próprio prazo. A idade não apresenta relação com a menarca, ou mesmo com número de gestações, amamentação, gravidez ou hereditariedade. O único fator conhecido influenciador na menopausa é o hábito de fumar, que aumenta a probabilidade da menopausa ocorrer mais cedo.

O climatério é uma fase natural na vida de toda mulher, caracterizado pela passagem de um estado hormonal, maturidade genital com capacidade de procriar a outro, senectude e esterilidade. As alterações hormonais ocorrem quando os ovários tornam-se exauridos de folículos viáveis, atrofiando-se, deixando de produzir hormônios em quantidade suficiente. As faltas desses hormônios produzem um desequilíbrio no sistema endócrino e favorecerá modificações em todo o sistema orgânico e emocional. Porém, a alteração hormonal não está necessariamente associada a uma sematologia e, quando isso ocorre, pode ser denominado de síndrome climatérica. O termo menopausa é utilizado para o ultimo fluxo menstrual da mulher. Geralmente ocorre entre 45 e 55 anos de vida, porém varia conforme a raça, fatores hereditários, socioeconômicos, nutrição, desordens orgânicas e outros aspectos. É importante ressaltar que poucas mulheres passam por menopausa prematura, ou seja, antes dos 40 anos.

A literatura médica divide a menopausa em três períodos: pré-menopausa, peri-menopausa (quando se começa a notar mudanças) e pós-menopausa (após término os períodos menstruais). No total são transcorridos cerca de 20 anos na vida da mulher, 10 anos antes de cessar o ciclo e 10 anos depois. Esta etapa pode começar ao redor dos 40 ou 45 anos e terminar aos 55 ou mais, correspondendo mais ao climatério, mesmo que essa palavra seja utilizada com menor frequência.