terça-feira, 19 de junho de 2012

Banana para depressão.


Banana pode reduzir depressão revela estudo.
O departamento de pesquisas e desenvolvimento das Filipinas através do FNRI (Food and nutrition research institute) realizou uma pesquisa, aonde chegaram à conclusão que a banana é uma aliada importante para a depressão.
A banana possui um alto nível de triptofano é um aminoácido essencial utilizado pelo cérebro que o é convertido naturalmente em serotonina, que é um neurotransmissor responsáveis por processos como o humor e o sono. Comer duas ou três bananas por dia é um excelente remédio para superar a depressão.
Além dessa sensação de bem estar, a banana ainda possui diversos benefícios para nosso organismo, ela é portadora de fibras, magnésio, potássio, os pesquisadores observaram outras virtudes da banana para a saúde, como os altos níveis de vitamina A, C, K e B6, especificamente, é essencial na dieta e sua ausência pode provocar insônia, fraqueza e irritabilidade. Os cientistas destacam que a vitamina regula o nível de glicose no sangue, o que também repercute no estado de ânimo das pessoas. O instituto acrescenta que a banana não produz colesterol nem causa obesidade, reduz o risco de ataques cardíacos e contribui para reforçar a massa muscular e a energia, especialmente nas crianças.
Comer chocolate todos os dias com certeza é gostoso, mas o resultado disso provavelmente são kilos a mais o que não vai ajudar muito na luta contra a depressão, agora adicionar uma banana a sua alimentação com certeza vai trazer muitos benefícios, não somente para ajudar na cura da depressão, vai ajudar você a estar em forma também.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A mulher com depressão na menopausa: perda da autoestima e a depressão no climatério.

A depressão na mulher no período da menopausa ou depressão no climatério é um sintoma mais comum do que se pensa, pois neste período as alterações hormonais e a perda da fertilidade são fatores que contribuem para formação e manutenção de pensamentos negativos sobre si, sobre os outros e sobre o mundo. 

A depressão na menopausa pode ser pre-diagnosticada pelos sintomas de isolamento, cansaço, perda de apetite, desâmino geral, falta de forças, sono constante, sentimentos de desgaste do corpo, alterações da libido e do prazer, tristeza profunda, choro sem motivos e irritação.

Dentre os principais sintomas psíquicos atribuídos ao período da menopausa, encontra-se; a perda da autoestima acompanhada de labilidade afetiva, irritabilidade, prejuízo da adaptação social, dificuldade de concentração e memória, além de uma séries de queixas relacionados a esfera sexual, perda do interesse e irritação pela dor no ato sexual.

Encontram-se, também, relatos anedotais de distúrbio de conduta, tais como compulsões e roubo em lojas e pequenos comércios.

Cerca de 25% das mulheres, têm sintomas suficientemente sérios aos quais se recomenda a terapia de reposição hormonal, enquanto 50 % têm sintomas insignificantes, que duram cerca de um ano e, as 25 % restantes não sentem nenhum sintoma característico do climatério.

Comenta à respeito das sensações desarmoniosas, sendo muito comum entre as mulheres no climatério,  observadas através de sintomas físicos, emocionais,  sociais agrupados, como variações de humor, insônia, depressão, irritabilidade, fadigas, tonturas, dores de cabeça, palpitações, dormência ou formigamento de extremidades. Estas alterações podem ocorrer simultaneamente, uma vez que situações novas podem estar acontecendo com a mulher, desde a mudança de seu corpo à perda de papéis na família e na sociedade.

A síndrome menopausa, é composta pelos chamados sintomas vasomotores e pelas modificações  atróficas, entre eles o mais  frequente e incômodo são as ondas de calor  também denominados de fogachos, que ocorrem  inicialmente, de preferência, no período noturno, trazendo perturbações no sono. As ondas de calor perduram em geral, por um à dois anos e desaparecem gradativamente. Os fogachos acometem cerca de 75% das mulheres no período climatérico, enquanto outros sintomas presentes nesta fase são: depressão, episódios de cefaleia, transtornos emocionais que são pouco valorizados como indicativos de  hipoestrogenismo e interpretados como sendo de causas  psicológicas originadas de conflitos  cotidianos, comuns nesse período da vida.

Acredita que a menopausa provoca transformações físicas e emocionais na mulher, da mesma forma que a puberdade e a gravidez, sendo que os movimentos biológicos ocorrem em velocidades diferentes dependendo de cada mulher. Nota-se, a presença de três sintomas presentes na mulher durante a menopausa resultante da diminuição dos níveis de hormônios femininos. São eles: fogachos (súbitas ondas de calor no rosto, pescoço e tórax), atrofia vaginal (perda da umidade e elasticidade da vagina) e osteoporose (perda da densidade óssea).

Nem todas as mulheres veem esta ‘idade sinistra como uma calamidade, sendo possível superar este estado intermediário sem tantos estragos e descobrir que depois, há um estágio mais estável. Entretanto, este problema não pode ser resolvido igualmente por todas as mulheres e aquelas que sofrem com mais profundidade, não podem se culpar ou for culpada.

Esclarece que a idade da mulher no período da menopausa é uma situação muito pessoal e cada uma tem seu próprio prazo. A idade não apresenta relação com a menarca, ou mesmo com número de gestações, amamentação, gravidez ou hereditariedade. O único fator conhecido influenciador na menopausa é o hábito de fumar, que aumenta a probabilidade da menopausa ocorrer mais cedo.

O climatério é uma fase natural na vida de toda mulher, caracterizado pela passagem de um estado hormonal, maturidade genital com capacidade de procriar a outro, senectude e esterilidade. As alterações hormonais ocorrem quando os ovários tornam-se exauridos de folículos viáveis, atrofiando-se, deixando de produzir hormônios em quantidade suficiente. As faltas desses hormônios produzem um desequilíbrio no sistema endócrino e favorecerá modificações em todo o sistema orgânico e emocional. Porém, a alteração hormonal não está necessariamente associada a uma sematologia e, quando isso ocorre, pode ser denominado de síndrome climatérica. O termo menopausa é utilizado para o ultimo fluxo menstrual da mulher. Geralmente ocorre entre 45 e 55 anos de vida, porém varia conforme a raça, fatores hereditários, socioeconômicos, nutrição, desordens orgânicas e outros aspectos. É importante ressaltar que poucas mulheres passam por menopausa prematura, ou seja, antes dos 40 anos.

A literatura médica divide a menopausa em três períodos: pré-menopausa, peri-menopausa (quando se começa a notar mudanças) e pós-menopausa (após término os períodos menstruais). No total são transcorridos cerca de 20 anos na vida da mulher, 10 anos antes de cessar o ciclo e 10 anos depois. Esta etapa pode começar ao redor dos 40 ou 45 anos e terminar aos 55 ou mais, correspondendo mais ao climatério, mesmo que essa palavra seja utilizada com menor frequência.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Insônia e suas complicações

O que é insônia?
Insônia é a condição caracterizada por dificuldade em pegar no sono, continuar dormindo após pegar no sono ou acordar muito cedo pela madrugada. Pessoas com insônia podem apresentar cansaço e sonolência durante o dia, assim como dificuldade de atenção e concentração na escola e no trabalho. A insônia pode afetar pessoas de todas as idades.

Tipos de insônia:
A insônia pode ser classificada como transitória,  aguda e crônica.
- Transitória: dura até quatro semanas;
- Aguda: dura de quatro semanas a seis meses;
- Crônica: dificuldade para dormir todas as noites ou a maior parte das noites por mais que seis meses;

Causas de insônia:
- Estresse: preocupações com trabalho, família, saúde, escola podem impedir a pessoa de relaxar e conciliar o sono;
- Problemas de relacionamento: dificuldade nas relações afetivas;
- Ansiedade: ansiedade severa, bem como ansiedade relacionada com o dia-a-dia, pode manter a pessoa alerta causando dificuldades para dormir;
- Depressão: pessoas com depressão podem dormir demais ou ter dificuldades para dormir;
- Uso de remédios: alguns medicamentos podem causar insônia em algumas pessoas, dentre eles: remédios para reduzir a pressão arterial; corticoides; antidepressivos; remédios para perder peso; betabloqueadores; antialérgicos; remédios para gripe (descongestionantes); remédios para asma;
- Fatores ambientais: barulho (tráfego, aviões, televisão, fábrica); luz;
- Uso de certas substâncias contendo: cafeína; álcool; nicotina;
- Irregularidade de horários: mudanças de horário e períodos de trabalho, principalmente à noite, podem levar à insônia. Estabelecer uma rotina é um fator importante para evitar a insônia;
- Inatividade física: pessoas com estilo de vida sedentário podem apresentar dificuldades para dormir;
- Insônia secundária à doenças: hipertireoidismo; dor crônica; dificuldades de respirar; desordens gastrointestinais; hiperplasia prostática; apneia do sono; problemas psiquiátricos; desidratação;
- Comer demais tarde da noite: pode causar desconforto ao deitar o que dificulta a pessoa a pegar no sono;
O que se sente:
O principal sintoma é a dificuldade de pegar no sono e/ou continuar dormindo, ou acordar no meio da noite ou muito cedo pela manhã. Isto leva a uma diminuição no tempo e qualidade do sono que, por sua vez, podem levar aos seguintes sintomas secundários:
- Levantar pela manhã sentindo-se cansado;
- Sentir-se cansado ou sonolento durante o dia;
- Apresentar problemas de concentração;
- Sentir-se ansioso, irritadiço ou deprimido;

Quando procurar o Médico?
O médico deve ser consultado quando a insônia estiver interferindo no seu dia-a-dia por um mês ou mais. O médico irá identificar as causas da insônia e como ela deve ser tratada.

Como a insônia é diagnosticada?
O médico normalmente diagnostica insônia baseado na história médica e de sono do paciente, no exame físico e, se a causa da insônia não for clara, pode fazer um estudo do sono do paciente que é chamado de polissonografia.

Quais as complicações da insônia?
A boa qualidade do sono é tão importante para a manutenção da saúde como é a boa alimentação e o exercício físico regular. Independente da causa que leva a uma pessoa à insônia, dormir menos e mal pode afetar o indivíduo física e mentalmente. O efeito é cumulativo e pessoas que sofrem de insônia têm maior pré-disposição para desenvolver doenças mentais, assim como doenças crônicas, tais como hipertensão e diabete. Além disso, má qualidade do sono pode levar a acidentes sérios e fatais.

Como se trata a insônia?
- Mudanças de estilo de vida: visa a produzir hábitos saudáveis que facilitem pegar no sono e continuar dormindo, e evitem situações e substâncias que levam à dificuldade para dormir.
- Ter uma rotina que facilite o relaxamento na hora de ir dormir. Inclui tomar um banho quente, ler, ouvir música suave.
- Evitar exercícios, refeições pesadas ou bebidas alcoólicas próximos da hora de dormir.
- Evitar luzes fortes, televisão, computador, brincar com animais de estimação. São fatores de estímulo que dificultam conciliar o sono.
- Ir dormir a mesma hora todas as noites, e levantar no mesmo horário pela manhã.
- Modificações de horários e períodos de sono são prejudiciais para a regularidade do sono.
- Terapias comportamentais: ensinam modos de tornar o ambiente próximo à hora de dormir mais propício ao sono. Estudos têm demonstrado que as terapias comportamentais podem ser tão efetivas quanto os remédios para dormir. São ministradas por especialistas. Elas podem também ser associadas com medicamentos prescritos pelo médico.
- Terapias de relaxamento: inclui treino de relaxamento muscular, bi feedback, treinamento de descrição de imagens e hipnose. Visam reduzir a ansiedade e a tensão no momento de ir dormir.
- Controle de estímulos: baseia-se no pressuposto de que a hora de dormir e o ambiente (quarto/cama) ficam associados à dificuldade de pegar no sono e com o tempo tornam-se referências que ajudam a manter a insônia. O objetivo do tratamento é re-associar o ambiente e a hora de dormir a tentativas bem sucedidas de pegar no sono.
- Restrição de sono: visa a reduzir o tempo da pessoa na cama, adaptando o tempo de sono às necessidades individuais. É feito um registro dos tempos de sono da pessoa por vários dias. Com o passar do tempo, são feitas adaptações que tendem a aumentar o tempo médio em que a pessoa dorme.
- Terapia cognitivo-comportamental: tem por objetivo desfazer crenças e interpretações sobre as reais necessidades de sono de cada indivíduo. Uma pessoa que necessite de 7 h de sono por dia e que acredite que se não tiver 8 h não ficará bem, ao tentar sistematicamente ter 8 h de sono pode estar criando um problema para si.
Medicamentos: Medicamentos para insônia ajudam a conciliar o sono mas podem produzir sensação de sonolência ou ressaca pela manhã. Médicos muitas vezes prescrevem remédios para dormir por uma ou duas semanas para ajudar a estabelecer um esquema regular de sono. O órgão regulador de medicamentos nos Estados Unidos (FDA) não aprova o uso continuo e por longos períodos de muitos medicamentos para insônia.
O uso de remédios naturais não é regulamentado devido a escassez de evidências científicas que dêem respaldo ao seu uso. A melatonina é um desses medicamentos. A melatonina tem demonstrado alguma efetividade na regularização do ciclo sono/vigília, porém faltam dados definitivos com respeito a sua eficácia no tratamento da insônia.
A utilização de qualquer abordagem para tratamento da insônia deve ser discutida com o seu médico.

domingo, 13 de maio de 2012

Saúde Materna e Saúde Mental Infantil e Desenvolvimento


A questão
Maternos problemas de saúde mental representam um enorme fardo humano, social e econômica para as mulheres, seus filhos, suas famílias e da sociedade e constituem um desafio de saúde pública. Embora a prevalência de transtornos mentais seja semelhante em homens e mulheres, a saúde mental da mulher requer considerações especiais tendo em vista a maior probabilidade das mulheres de sofrer de depressão e transtornos de ansiedade e o impacto dos problemas de saúde mental na gravidez e educação dos filhos, também.
Depressão e ansiedade são aproximadamente duas vezes mais prevalentes em mulheres globalmente como nos homens, e estão em seus índices mais altos do ciclo de vida durante os anos reprodutivos, desde a puberdade até a menopausa. Estudos de depressão e ansiedade mostra a sua incidência ser de aproximadamente 5% em mulheres não grávidas, aproximadamente 8-10% durante a gravidez e mais alto (13%) na entrega ano seguinte. O suicídio é uma das causas mais comuns de morte materna no parto ano seguinte, em países desenvolvidos. Psicose, por outro lado, é relativamente rara e ocorre em apenas 1 a 2 mulheres para cada 100 nascimento. As taxas de entrega seguinte psicose podem ser maiores em países menos desenvolvidos, onde a infecção pode contribuir para sua ocorrência.

Quem está em risco destas doenças?
Praticamente todas as mulheres podem desenvolver distúrbios mentais durante a gravidez e no primeiro ano após o parto, mas a pobreza, a migração, extremo estresse, a exposição à violência (doméstica, sexual e de gênero) de emergência e situações de conflito, desastres naturais, e baixo apoio social geralmente aumentam os riscos para doenças específicas.

Consequências de transtornos mentais maternas durante a gravidez.
Durante a gravidez a mulher afetada é menos provável para comer e dormir bem e pode não ganhar peso adequadamente. Ela é menos provável para atendimento pré-natal, podendo mesmo deixar de buscar ajuda para o nascimento. Ela é mais propensa a usar substâncias nocivas, como álcool, cigarros e drogas e podem tentar ferir ou matar.
Os hormônios do estresse são levantados durante a doença mental materna e pode ter também efeitos físicos sobre a mãe (predispondo-a a pressão arterial materna elevada, pré-eclâmpsia, parto prematuro e difícil) e os bebês em desenvolvimento, que pode ser pequenos para a idade.

Efeitos de transtornos mentais maternos após o nascimento sobre a mãe-bebê e família.
Após o nascimento, a mãe deprimida pode deixar de comer adequadamente, tomar banho ou cuidar de si mesma de outras maneiras. Isto pode aumentar os riscos de infecção e anemia. O risco de suicídio é também uma consideração, e em doenças psicóticas, o risco de infanticídio deve também ser considerado.
Crianças muito jovens podem ser afetadas por, e são altamente sensíveis ao ambiente (em grande parte representada pela mãe) e da qualidade dos cuidados, e são susceptíveis de serem afetadas pelas mães com transtornos mentais - especialmente se a mãe tem mau humor, retraimento social, pensamento irritabilidade, incapacidade e sentimentos de desesperança.
Prolongada ou grave doença mental dificulta a mãe-bebê cuidado amamentação anexo, e infantil. As mães deprimidas e ansiosas são menos propensos a olhar para seus rostos dos bebês e conectar emocionalmente com eles, e eles também são menos propensos a entender sinais de felicidade fome, ou a angústia e, portanto, são menos responsivos ao bebê. 
Os bebês de mães deprimidas cronicamente apresentam menor sociabilidade com estranhos, menos expressões faciais,  sorrir menos, chorar mais, e são mais irritável do que filhos de mães normais. Filhos de mães deprimidas cronicamente não funcionam tão bem no pensamento e testes de inteligência aos 18 meses de idade e isso é especialmente para o desenvolvimento dos bebês. As crianças de mães deprimidas são também mais distraídas, menos brincalhonas e menos social até 5 anos de idade. Os efeitos do transtorno mental materno em crianças mais velhas na família podem incluir negligência, e mais lento social, desenvolvimento emocional e cognitivo, incluindo taxas mais elevadas de problemas escolares e comportamento.
Doença mental materna pode ter efeitos graves também sobre as relações conjugais, especialmente no caso de prolongada ou grave perturbação mental. Estes podem incluir a interrupção do casamento ou maus-tratos do seu parceiro.

O que fazer?
Embora em muitas configurações diferentes níveis de cuidados de saúde mental continuam a ser fornecido de forma isolada a partir de cuidados gerais de saúde, sabemos agora que ele pode ser integrado nos cuidados de saúde geral, o que também é válido para os cuidados de saúde mental materna.

1. Prevenção.
A estratégia mais comum tem sido preventivo para modificar fatores de risco para transtornos mentais maternos. Numerosos estudos têm avaliado as intervenções preventivas, incluindo o apoio social, bem como educacionais, os modelos psicológicos e farmacológicos de cuidados; outras intervenções, tais como exercícios, massagens, etc.

2. Identificação de transtornos mentais maternas:
Perguntas simples feitas durante a gravidez e no período pós-parto podem ajudar a identificar mulheres em maior risco de transtornos mentais, por exemplo:

Depressão: "Como a maior parte do tempo durante o último mês, você se sentiu de baixo astral sem estímulo?";
Ansiedade: "Como a maior parte do tempo durante o último mês, você tem sido uma pessoa muito nervosa?";
Psicose: "Você está recebendo as mensagens especiais de pessoas ou a partir da maneira como as coisas são organizadas em torno de você?"

3. Gestão e Atendimento
A mensagem de esperança é que 70-80% das mulheres com transtornos mentais maternos pode ser tratada com sucesso e recuperar! Esta é uma boa notícia para a mulher, seu filho e sua família! A mulher e seu parceiro se forem o caso, deve ser envolvido na educação materna sobre transtornos mentais, tratamento e tomada de decisão.
Outro aspecto positivo é que, em grande medida a identificação e gestão da maioria desses transtornos mentais pode ser feito em nível de atenção primária, por intervenientes de primeira linha, incorporadas às rotinas de cuidados primários de saúde.

O Caminho a Seguir
As mulheres que se auto identificam como o conflito, ou que são identificados através de profissionais de saúde, família, amigos, ou de triagem, como possivelmente sofrendo de um transtorno mental materna necessidade de um contato em tempo útil com os fornecedores qualificados de primeiro nível de cuidados. O sistema de saúde também deve facilitar o encaminhamento dessas mulheres a profissionais de saúde mental, sempre que necessário.
A educação sobre a saúde mental materna deve fazer parte da formação de todas as disciplinas de saúde, incluindo a formação em serviço. Os governos nacionais ou estaduais precisam fazer estas questões uma prioridade para a educação e prestação de serviços adequados através de recursos financeiros direcionados para gestantes e portadoras de transtornos mentais e seus bebês e crianças.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Trabalho em escala, condições insalubres e a recompensa insatisfatória podem ocasionar transtornos mentais.


O número de acidentes de trabalho no Brasil apresentou uma redução de 7,2% entre 2008 e 2010, caindo de 755.980 ocorrências para 701.496, segundo o último Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho. No entanto, os transtornos mentais e comportamentais, que ocupam o terceiro lugar em quantidade de concessões de auxílio-doença acidentários, não acompanharam essa tendência.
De 2008 para 2009, o número de afastamentos do trabalho em decorrência de transtornos mentais e comportamentais subiu de 12.818 para 13.478. Em 2010, esse número teve uma queda, passando para 12. 150. No entanto, a concessão de auxílios doença em função de transtornos mentais e comportamentais voltou a subir em 2011, passando para 12.337 casos.
Dentro dos transtornos mentais e comportamentais, as doenças que mais afastaram os trabalhadores em 2011 foram Episódios Depressivos, Outros Transtornos Ansiosos e Reações ao Estresse Grave e Transtornos de adaptação.
Causas – De acordo com o diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional (DPSSO), Cid Pimentel, toda profissão apresenta um determinado grau de estresse. “Até os profissionais do sexo sofrem com o estresse, afinal, essas pessoas trabalham com o prazer, mas não necessariamente o prazer delas próprias”, comenta.
Cid Pimentel, que também é psiquiatra e pesquisador em Saúde Pública, conta que viu de perto a construção da laborterapia, hoje chamada de terapia ocupacional. “Eu presenciei o esforço feito para transformar o trabalho em atividade terapêutica”, relembra o diretor do DPSSO. “No entanto, o trabalho em escala, em condições insalubres e a recompensa insatisfatória são fatores que podem deflagrar a doença”, acrescenta.
A rotina vivida pelos trabalhadores brasileiros é, segundo Pimentel, outro agravante. “A pessoa acorda, vai trabalhar, volta para casa, assiste televisão e vai dormir, muitas vezes com a ajuda de medicamentos. Isso é altamente estressante”, afirma.
Por outro lado, o diretor do DPSSO afirma que atualmente o estresse e a depressão estão muito banalizados. Segundo ele, as pessoas não sabem mais conversar, não buscam alternativas como uma viagem ou um hobby. “Durante meu trabalho no ambulatório de Saúde Mental, no hospital, uma grande parte das pessoas que alegavam estar muito estressadas, na verdade, estavam em busca de um atestado”, observa Pimentel.
(Bloger da Previdência Social)

domingo, 1 de abril de 2012

Pesquisa: Fumar pode aumentar o risco de esquizofrenia.


Pesquisa indica que o hábito de fumar pode ampliar o risco em pessoas saudáveis que possuam variantes genéticas para o transtorno mental.
O hábito de fumar pode ampliar o risco de desenvolver esquizofrenia em pessoas saudáveis que possuam variantes genéticas para o transtorno mental. A descoberta está em um estudo publicado na última semana pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Boris Quednow, do Hospital Universitário de Psiquiatria em Zurique, na Suíça, e colegas identificaram que em pessoas com tais variantes um marcador neurobiológico para a esquizofrenia se mostrou mais presente entre fumantes do que naqueles que não fumam.
Os pesquisadores investigaram a relação entre variantes do gene TCF4 (“fator de transcrição 4”), cuja presença é conhecida por aumentar o risco de desenvolver esquizofrenia, com o déficit de processamento de informações associado ao transtorno. O TCF 4 é uma proteína com papel importante na formação cerebral.
O grupo avaliou 1.821 voluntários saudáveis e encontrou 21 mutações para o gene TCF4. Portadores de quatro dessas variantes apresentaram alterações no processamento de informações sonoras, conforme verificado por exames de eletroencefalografia.
Quando os resultados foram ajustados de acordo com o hábito de fumar, os cientistas observaram que, entre os voluntários com as variantes de risco do gene TCF4, os fumantes apresentaram maiores déficits no processamento de informações. Os déficits foram expressivos tanto para os fumantes leves como para os pesados.
“Como fumar altera o impacto do gene TCF4 na filtragem de estímulos acústicos, o hábito também pode aumentar o papel de genes específicos no risco de desenvolvimento da esquizofrenia”, disse Quednow.
De acordo com os pesquisadores, o tabagismo pode se associar com as mutações no TCF4 assumindo um papel importante no desenvolvimento de prejuízos no processamento de informações associado com a esquizofrenia.
“O hábito de fumar deve ser considerado como um importante cofator para o risco de esquizofrenia em pesquisas futuras”, disse Quednow. (Agência Fapesp)
 Números
1.821 - voluntários saudáveis foram avaliados na pesquisa do Hospital Universitário de Psiquiatria em Zurique, na Suíça
21 - mutações para o gene TCF4 (“fator de transcrição 4”) foram encontradas.
A presença do TCF 4 é conhecida por aumentar o risco de desenvolver esquizofrenia
4 - variantes. Portadores de quatro variantes apresentaram alterações no processamento de informações sonoras

quinta-feira, 29 de março de 2012

Psiconeuroses e Neuroses


Descrição Geral

Sob esta denominação se reúne uma grande variedade de distúrbios. Estes atingem apenas uma parte da personalidade e não parecem afastar o paciente da realidade, nem afetar a consciência. Nestas desordens, certas tendências, comuns a todos nós, passam a dominar os atos e pensamentos do indivíduo, sem qualquer proporção com a importância relativa de tais tendências. As neuroses são muito comuns entre a população em geral, pois, durante a II Grande Guerra, cerca de 40 a 50% dos soldados dispensados das fileiras militares sofriam de distúrbios desse tipo. Apesar de essas manifestações serem muito generalizadas, apenas uma pequena percentagem de psiconeuróticos é internada nos hospitais psiquiátricos. Eles são, em geral, tratados em ambulatórios.

Causas 
A história pregressa do paciente geralmente revela mau ajustamento aos problemas da vida desde a infância, defeitos educacionais, conflitos no ambiente familiar. Há motivos para crer que a causa básica dessas perturbações resida num modo falho de encarar os desapontamentos e frustrações. A causa aparente é habitualmente algum acontecimento ou preocupação especial, como seja: preocupação econômica, conflitos religiosos, problemas sexuais, acidentes, doenças e coisas semelhantes.

Sintomas 
Em geral, esses pacientes estão constantemente preocupados e ansiosos, habitualmente conservam sua integridade psíquica e não sofrem delírios, mas são muito sugestionáveis; com frequência sentem-se compelidos a repetir alguma ação rotineira, constantemente, embora reconheçam a tolice do seu procedimento; ou talvez se vejam obcecados por um pensamento que não conseguem afastar; ou então se sentem continuamente oprimidos por um receio estranho e injustificado. 
Não apresentam sintomas físicos específicos, embora estejam com frequência debilitada devido à sua preocupação e ansiedade. Mencionaremos a seguir algumas das psiconeuroses e neuroses. 

Estado de Ansiedade, Neurose de Angústia - Preocupação contínua e extrema com algum problema, às vezes de pequena monta. Angústia e ansiedade manifestas. 

Histeria, Pitiatismo - O paciente aparenta os mais variados sintomas físicos, como paralisias, dores, impossibilidade de ação, perda da visão ou audição, ataques semelhantes aos epilépticos, atitudes teatrais, dramáticas, etc., sem que existam anomalias orgânicas correspondentes aos sintomas. Não se esqueça de que, nestes casos, o paciente sempre deseja uma plateia. Ele gosta de ser um "ator" diante dos seus "espectadores". 

Neurastenia - Fadiga ou exaustão nervosa, tanto do corpo como do espírito. Sintomas hipocondríacos. Queixas diversas a respeito dos diferentes órgãos. 

Psicastenia - Incapacidade de deixar de fazer ou pensar coisas desarrazoadas e desnecessárias. Sintomas mais de ordem psíquica. Ansiedade. Cansaço psíquico permanente. Dificuldade na execução do menor esforço intelectual.

Neurose Obsessivo-Compulsiva - Neste caso o doente se vê dominado por ideias fixas, tolas, que não consegue afastar do seu espírito por mais que se esforce, ou então se sente compelido a realizar atos pueris, inúmeras vezes (abrir e fechar portas, contar os degraus da escada, o número de passos que dá em determinada direção, etc.). É dominado por um “ritual”, do qual não se consegue libertar e se torna extremamente angustiado quando impossibilitado de executá-lo.

Tratamento
As pessoas com estas perturbações podem geralmente ajustar-se à vida, pois não sofreram dano, seja em sua personalidade, seja em seu psiquismo. Os casos mais graves, ou os que se encontram em fase aguda, são os que você irá encontrar nos hospitais psiquiátricos. É necessário tratar qualquer mal físico de que acaso sofra o paciente, mas o tratamento mais importante é o psicológico, com o objetivo de conseguir que o paciente veja claramente a natureza de suas dificuldades e encontre melhores meios de se adaptar à vida. Em geral, o estado mórbido se explica como uma fuga a certas situações, que o paciente teria de enfrentar se estivesse no seu estado normal. Ele necessita da oportunidade de encontrar incentivo em uma ocupação pela qual sinta inclinação, e de sentir-se bem em situações normais. A psicoterapia e a terapêutica recreativa e educacional devem sempre ser empregadas em seu tratamento. Qualquer paciente reeducável poderá ser reintegrado na vida normal. Atualmente, no tratamento desses pacientes, são muito utilizados o psicodrama e a "psicoterapia de grupo".

Como Cuidar desses Pacientes
Sendo perfeitamente normais sob muitos aspectos, não são eles difíceis de tratar; você precisa ter o cuidado de não atribuir à simples teimosia ou má vontade a sua incapacidade sob alguns aspectos. Estão realmente tão doentes quanto os cardíacos, por exemplo. Coopere para proporcionar ao paciente uma vida sã, com boa alimentação, exercício, ar fresco e descanso; faça tudo o que puder para que ele se distraia e aprecie a companhia dos demais. Evite excesso de cuidados e tratamentos desnecessários para não alimentar nele o desejo de atrair a atenção, e não consinta que ele fique só, concentrado em si mesmo. Empregue constantemente a sugestão positiva e trabalhe em uníssono com o médico, cooperando com o seu tratamento em todas as oportunidades. Como esses doentes procuram quase sempre reagir contra a influência do médico e granjear o apoio do auxiliar psiquiátrico para as suas ideias errôneas, você precisa ter cuidado no que lhes diz. Aprenda a ser um bom ouvinte, mas fale apenas quando tiver certeza de que o que está dizendo não prejudicará o trabalho do médico. Os neuróticos em sua maioria não necessitam de internação e são tratados em ambulatório.